Transformar o corpo

Andei pensando sobre a transformação que passamos durante o trabalho de servir a Cristo. Geralmente percebemos apenas a renovação da mente de que Paulo nos fala. Sim. Mudam nossos valores, nossas atitudes, pensamentos, decisões, emoções. Porém junto com a transformação da mente, ocorre a transformação do nosso corpo.

Não falo daquela que acontecerá quando Cristo vier buscar os seus, falo da transformação do corpo agora, na vida terrena, para a Santidade. Pensei assim:

1) Pureza do corpo:  Fugir das obras da carne e purificar o corpo, treinar o olhar, os ouvidos, a língua para o que é do Espírito Santo. (II Co. 7:1)

2) Desgaste dos joelhos: Orar de joelhos em intercessão e clamor por si, pelos seus e pelos outros. (Dn. 6:10; At. 20:36)

3) Destreza das mãos: Mãos para impôr, dar autoridade, curar, ministrar, ajudar, receber. (Lc. 9:62; Mt. 9:37-38)

4) Beleza do rosto: A alegria e a mansidão do Espírito Santo em nós refletida como sinal para os que não crêem. (Pv. 15:13)

5) Desgaste dos pés: Indo de casa em casa, de família em família, orando, evangelizando, consolidando na fé cristã. (Rm. 10:15)

Com certeza, há mais partes do nosso corpo que se transformam e você há de ter revelações conforme ler a Palavra de Deus e  trabalhar para tornar o nome de Jesus Cristo reconhecido como o Filho de Deus.

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Os Encavernados

Muitos personagens bíblicos passaram por momentos em que precisaram se refugir em uma caverna. Escondendo-se do mal que se aproximava, remoendo a vergonha dos pecados cometidos, repassando a caminhada com Deus, por diferentes motivos foram encavernados. Talvez o objetivo nem fosse encontrar-se com Deus, mas é inevitável consequência. Vamos analisar dois encavernados, Elias e Davi.

Elias tinha um problema. Ele vinha passando por enfrentamentos no seu ministérios, todos os profetas haviam sido mortos e ele era o último que restara. Ele orou entregando sua vida a Deus, se sentia um fracassado, apesar de não ter cometido nenhum pecado. (1 Reis 19:3) Deus então enviou um anjo para tocar Elias e o alimentar. Mesmo assim, Elias quis esconder-se dos israelistas pagãos que o tentavam matar. Elias quis se encavernar. Deus lhe perguntou “O que você está fazendo aqui, Elias?” (1 Reis 19:8-15). Para sair da caverna, Elias falou diretamente com Deus, que o tirou de lá e o conduziu pelo deserto para cumprir seu propósito de vida profética.

A caverna era um lugar de tristeza. Davi tinha um problema. Após o casamento de Davi com Mical, Saul viu que Deus estava com Davi e por isso o temeu. Se tornou seu inimigo e desde então planejava matá-lo. Davi quis se encavernar. Em 1 Samuel 22:1-2 temos que Davi em fuga de Saul se esconde numa caverna onde se ajuntam com ele homens em dificuldades, endividados, amargurados de espírito e insatisfeitos. Era esse tipo de pessoa que se encavernava. E na caverna Davi compôs o Salmo 142, levantou um clamor ao Senhor por ajuda diante dos inimigos. Para sair da caverna, Davi falou diretamente com Deus (Salmo 144:1-2).

Aconteceu com Elias, um profeta ímpar na história de Israel. Aconteceu com Davi, rei, adorador, um homem segundo o coração de Deus. Acontece com muitos de nós quando passamos por grandes dificuldades, quando nos entristecemos ou não sabemos como agir. Nos refugiamos em cavernas espirituais, nos isolamos. Quando muito, procuramos a companhia de outros encavernados, pessoas que carregam também o espírito amargurado, que estão tristes como nós estamos.

E o que aprendemos com os encavernados? Podemos nos esconder dos problemas, mas isso não os fará se resolver. O problema de Elias só foi resolvido quando ele  falou diretamente com Deus. O problema de Davi só foi resolvido quando ele falou diretamente com Deus. Nossos problemas só serão resolvidos quando falarmos diretamente com Deus.

Até quando você vai fugir?

"Assim que viram o gigante, os israelitas começaram a fugir amedrontados" (I Samuel 17:24)

"Assim que viram o gigante, os israelitas começaram a fugir amedrontados" (I Samuel 17:24)

A conhecida história de Davi e Golias geralmente é percebida pela coragem, pela bravura que Davi teve de enfrentar Golias. Mas se Davi foi corajoso, é porque antes houveram os que fugiram. A Bíblia conta no início dessa passagem que todos os homens de Israel fugiram com medo do gigante. Para toda uma nação que fugiu, apenas um homem foi valente.

Davi não foi a regra. Davi foi a exceção. Não somos chamados para agir como regra, mas sempre como exceção. Lembrar que esse reino não é o nosso lugar, lembrar que nossa família é Jesus Cristo e que podemos ter bom ânimo porque Ele já venceu o mundo.

Existem muitos gigantes à solta, cada um conhece o seu. Você pode fugir dos gigantes amedrontado, mas até quando vai agir assim?

Tenho meus gigantes. Estou a procura de pedras lisas do riacho. Estratégias divinas para lidar com cada um dos problemas da minha vida, problemas que amedrontam e fazem os que estão ao meu redor fugir. Sabe, muitos têm me dito admirar minha força em superar tantos problemas pelos quais passei nesse ano. Mas a força não vem de mim. A força não vinha de Davi. A força para vencer vem do Senhor dos Exércitos, somente Ele pode derrotar os gigantes da vida. Somente Deus é digno de admiração.

O que é a ARMADURA ESPIRITUAL?

A Palavra diz que estamos em constante luta, por isso devemos orar sem cessar. A melhor explicação que já encontrei sobre guerra espiritual e sobre a armadura espiritual é a de Rebecca Brown. Se você tem interesse em se proteger dos ataques malignos, recomendo ler os livros na íntegra, pois aqui colocarei apenas alguns trechos sobre armadura.

Alguns anos atrás, antes de ler esses livros, eu achava que Paulo tinha escrito aos Efésios uma metáfora, valorizando a prática do conhecimento da Palavra, da evangelização, da fé… mas não é metafórico, é literal! O próprio Paulo afirmou que sentia na carne os sofrimentos da constituir a igreja primitiva, ele teve visão da batalha espiritual e sabia que a armadura espiritual nos protegia vendo quando ele próprio era afligido na carne após a batalha. (Colossenses 1:23-34)

Nossa batalha não é “contra carne e sangue”, mas contra espíritos de demônios, nossos espíritos efetuam a luta. (Efésios 6:12) Carne e sangue não podem lutar num campo de batalha espiritual. É preciso usar a armadura espiritual (cinta, couraça, calçados, escudo, capacete e espada):

“Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. (Efésios 6:13-17)”

Trechos dos livros de Rebecca Brown:

Você alguma vez já experimentou um período de oração intensa de intercessão, após o qual sentiu-se completamente exausto? Isto ocorre porque, enquanto você estava orando com o seu corpo físico e com a sua mente, Deus tomou o seu espírito, colocando-o no combate com as forças demoníacas contra as quais você estava orando. A batalha ocorria no campo de luta do mundo espiritual. A fadiga que você sentiu é o resultado de duas coisas. Primeiro, é um reflexo do stress que o seu espírito teve em decorrência da batalha, e, em segundo lugar, é uma exaustão natural criada pelo fato de que seu espírito não estava, durante aquele período, presente em seu corpo físico.

É por isso que devemos nos certificar de pedir a Deus diariamente que coloque toda a sua armadura em nós, como em Efésios, capítulo 6. Esta armadura é mais do que um símbolo somente. Ela é uma armadura literal e real que é colocada em nosso corpo espiritual para protegê-lo na batalha.

Lembre-se, esta é uma guerra real. Os demônios não atiram com “balas de festim”. Feridas infligidas ao seu corpo espiritual são frequentemente manifestadas por vários sintomas em seu corpo físico, também. O combate feito por nosso espírito cobra um preço tremendo em nosso corpo físico, também. Não podemos, obviamente, lutar no mundo espiritual com o corpo físico. Mas os dois estão ligados por Deus, de forma que o que acontece com o nosso corpo espiritual inevitavelmente tem um efeito em nosso corpo físico.

Apesar de não podermos ver a armadura de Deus, ela é uma armadura real no mundo espiritual. Podemos usá-la no mundo físico se o Espírito Santo assim nos dirigir. Ele me mostrou como o capacete da salvação é colocado sobre a nossa cabeça para protegê-la. Depois o Senhor me mostrou a couraça da justiça, e como ela protege o nosso peito. O cinturão da verdade é como uma faixa e é a única parte da armadura que passa atrás, em nossas costas. Você sabe, é como a armadura que os soldados romanos usavam. O escudo é grande, quase da nossa altura. E a espada é pura luz branca com o punho dourado.

Armadura Espiritual Rebecca Brown

Escudo da Fé ilustrado no livro "Vaso de Honra", cobrindo todo o corpo de quem se reveste espiritualmente com a armadura de Deus, e Espada do Espírito ilustrada na capa do livro "Prepare-se para a Guerra" de Rebecca Brown

Lembro-me muito bem de algumas ocasiões em que tive que usar a armadura de Deus no mundo físico. Aprendi pela primeira vez sobre a realidade da armadura quando o Senhor permitiu que alguns demônios se manifestassem fisicamente e tentassem me matar. Então o Espírito Santo mostrou-me que temos esta armadura por fé e que podemos usá-la quando ele nos orientar nesse sentido.

Não a vi. Tive que permanecer na fé de que ela estava lá porque o Espírito Santo me havia dito para usar a armadura. Eu gostaria de ter podido vê-la, mas não a vi. Acho que, se a tivesse visto, a fé não teria sido necessária. Temos que andar sempre esta nossa jornada em fé. Quando se está numa situação difícil, algumas vezes é útil passar a mão de alto a baixo à frente de si mesmo e dizer algo como “Eu sei que tenho um escudo aqui à minha frente, um escudo de fé em Jesus Cristo”. Não é necessário fazer isso, naturalmente, mas isso nos ajuda a permanecer em fé numa situação difícil.

(Trechos extraídos dos livros de Rebecca Brown, “Prepare-se para a guerra”, capítulo 16; “Vaso para honra”, capítulo 5)

O que é o Livro da Vida?

Livro da Vida

"Os teus olhos me viram ainda substância informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado." (Salmos 139:16)

Estou ensaiando há quase um mês para escrever sobre esse assunto. Eu li a Bíblia, pesquisei e consultei a tradição judaica. Quero agradecer aqui a todos os meus amigos que colaboraram nas discussões bíblicas. Vou sintetizar conforme compreendi com ajuda do Espírito Santo.

Inicialmente, achei interessante uma observação feita por Helio de M. Silva, ao tratar de soteriologia (doutrina da salvação) e argumentar sobre a imperdibilidade da salvação, ele diferencia a existência de dois livros, sendo um livro da vida eterna e um livro da vida física.

Para Hélio, está claro apenas que o Salmo 69:28 se refere ao livro da vida física, onde diz “Sejam riscados do Livro dos Vivos e não tenham registro com os justos”.  Claramente se refere à pessoa morrer. É incerto afirmar sobre qual livro Êxodo 32:32-33, Salmo 69:28 e Daniel 12:1 se referem, cabendo interpretações tautológicas. Já as menções do Novo Testamento, se referem todas ao livro da vida eterna (Filipenses 4:3; Apocalipse 3:5; 13:8; 17:8; 20:12; 20:15; 21:27; 22:19).

Estaria no Novo Testamento o sentido dos cristãos ao professarem a fé em Jesus Cristo pedirem que seus nomes sejam  inscritos no livro da vida. Contudo, se o livro foi escrito desde a Criação do Mundo, tal pedido ficaria sem sentido. Por isso, a explicação judaica é interessante para compreender essa oração tão repetida nas comunidades religiosas cristãs.

Para a tradição judaica, o livro da vida não é um livro em si. É uma referência à memória do Eterno. A vida é dada por Ele e a Ele pertence, podendo o Eterno se lembrar ou não se lembrar mais daquela pessoa, ou seja, riscar seu nome do livro pode ser entendido como uma referência ao Eterno se esquecer daquela pessoa ou tirar-lhe a vida.

Os judeus ortodoxos consideram o Yom Kippur (Dia do Perdão) o dia no qual Deus sela o “livro da vida”, por isso trocam saudações e felicitações que incluem a bênção de “Guemar Chatimah tovah”, que quer dizer “Que sejas inscrito” no livro da  vida. É uma petição para que o Eterno se lembre deles como seu povo.

Se você se interessou pelo assunto, eu recomendo ler, além das passagens bíblicas citadas:

http://www.estudosdabiblia.net/bd95.htm

http://solascriptura-tt.org/SoteriologiaESantificacao/34-LivroDaVida-Helio.htm

Coração transparente

O coração é mais mentiroso e traiçoeiro que qualquer outra coisa; o coração do homem é terrivelmente cheio de maldade.
O coração é mais mentiroso e traiçoeiro que qualquer outra coisa; o coração do homem é terrivelmente cheio de maldade. Não há ninguém capaz de saber até que ponto é mau e pecador o coração humano! Somente o Senhor sabe! (Jr. 17: 9-10 – Nova Bíblia Viva)

Por mais que tentemos nos esconder do Senhor, não podemos ocultar dEle nosso coração, nossas atitudes e nossos pensamentos. Davi aconselhou seu filho Salomão a conhecer e servir o Senhor com todo seu coração e de vontade espontânea, pois o Senhor conhece os corações e penetra nos nossos desejos e pensamentos. (1 Crônicas 28:9)

Que sábio conselho! De fato, o Senhor conhece tudo o que se passa conosco, mas mesmo assim nos opomos a Ele com frequência. Procuramos desafiar sua soberania e questionar sua supremacia sobre a nossa vida. Sempre que não estamos felizes, questionamos os caminhos que Ele preparou para nos conduzir ao céu. Dizemos com nossas ações que sabemos mais do que o Senhor, por isso decidimos nossos caminhos, tomamos atitudes de nossa própria vontade, agimos por nossa força e desprezamos a autoridade do seu Espírito.

Li um belíssimo trecho de Isaías exortando a nação de Israel durante um período de idolatria e rebeldia, que vou reproduzir aqui na Linguagem de Hoje (NTHL):

Ai dos que escondem os seus planos do Senhor, que fazem suas maldades na escuridão e dizem: “Ninguém pode nos ver! Ninguém sabe o que estamos fazendo!” Vocês invertem as coisas, como se o barro valesse mais que o oleiro. O pote não vai dizer ao homem que o fez: “Você não me fez.” Uma vasilha não dirá ao oleiro: “Você não sabe o que está fazendo!”  (Isaías 29:15-16 – NTLH)

Potes não discutem com oleiros. Vasilhas não dão palpites no trabalho de sua feitura. Mas nós, seres humanos, constantemente questionamos os planos de Deus para nós. Nos desviamos do alvo (Cristo), saímos do caminho (estreito) e dizemos que Deus não sabe o que faz.

O Senhor conhece nossos corações. Mesmo que estejamos corrompidos, nosso coração é transparente para o Senhor. Nada escapa dos Seus olhos, nada se compara ao Seu conhecimento.

Você pode se fazer de bom cristão da sua igreja. Pode dar testemunho lá na frente, trabalhar num ministério. Pode ter muitos discípulos aos quais você ensina conceitos bíblicos que você mesmo não segue. Pode estar andando no caminho largo enquanto anuncia o Cristo que ainda não conheceu. Pode pensar que ninguém sabe, ninguém vê, porém o Senhor sabe de todas as coisas que se passam na sua cabeça e conhece suas ações.

Que tipo de vaso é você nãs mãos do oleiro, que é Deus? Você é o vaso reclamão ou o vaso de bênção? É aquele que finge andar pelo estreito, mas caminha pelo largo? Ou é aquele que busca seguir os propósitos de Deus, por mais difíceis que sejam?

O seu coração é transparente para Deus, nada lhe pode ser ocultado. Ele conhece suas imoralidades, os namoros ilícitos, as paixões pecaminosas, os adultérios, as montanhas de mentira nas quais você vive. Não dá para esconder de Deus quem nós verdadeiramente somos. Deus conhece você por qual nome? Mentiroso? Adúltero? Trapaceiro? Ladrão? Viciado? Ou será Servo Bom e Fiel? Adorador? Filho Amado? Homem segundo o meu coração? Qual seu nome hoje diante de Deus?

Radicalmente contente

Aqui temos alguns pensamentos sobre o que a Bíblia diz em Filipenses 4 sobre o contentamento. Para ser radicalmente contente você não tem apenas que sorrir (regozijar-se pelo que você tem), mas também tem que aprender a se contentar. Não pense simplesmente que vai se sentar em algum lugar durante um culto na igreja e um dia será eletrocutado do céu com o dom do contentamento. O contentamento é aprendido.

“Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.” (Fp. 4:11)

OK, Paulo. Você disse que aprendeu a ser contente. Como? Como você aprendeu? Qual a escola em que você foi para aprender o contentamento?

Resposta? A escola da vida – os altos e baixos da vida. Observe como Paulo afirma:

“Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade.” (Fp. 4:12).

Há 2 termos no verso 12 que nós amamos: abundância e fartura.

Se você tem muita riqueza, não se sinta como se tivesse que esconder. Use tudo para a glória de Deus. Aproveite para a glória de Deus. E lembre-se de onde a riqueza vem.

“Antes te lembrarás do Senhor teu Deus, porque ele é o que te dá força para adquirires riquezas; a fim de confirmar o seu pacto, que jurou a teus pais, como hoje se vê.” (Dt. 8:18)

Mas, se você tem fartura e abundância, fique alerta! A prosperidade causou mais danos aos crentes do que as adversidades. É preciso ter mais graça para aprender como ser próspero e não se ensoberbecer, do que para aprender a ser carente e não ser esmagado pela necessidade. Alguém disse: “Para ter um copo cheio, você deve ter uma mão firme.”

Mesmo se você tem fartura e abundância, você ainda tem que aprender o contentamento. Você tem que se lembrar que você tem mais do que você precisa para ajudar as pessoas necessitadas. Se você tem muito, você deve crescer em sua paixão para derrotar o materialismo e a ganância. Você deve crescer em sua paixão pelos necessitados, para assim aumentar o seu contentamento. Vou dar uma forma prática de fazê-lo: faça uma lista das suas grandes metas, mas satisfaça aquilo que você realmente necessita. Na verdade, agora seria um bom momento para escrever um cheque para uma organização que ajuda pessoas carentes.

Então esses são os dois termos do versículo 12 que nós amamos: fartura e abundância. E, no caminho, alguns de nós se inscreveram para seguir Jesus, porque pensaram que Ele os faria ter fartura e abundância. Essa é uma coisa engraçada. Você pode ligar a sua TV e você vai encontrar todos os tipos de pregadores que lhe dirá que se você viver uma vida fiel de seguir Jesus, então você vai ter tudo isso e muito mais. E eles vão dizer que se você não estiver com fartura e abundância, pode saber então que algo está errado com sua fé.

Mas olhe novamente o versículo 12 e pense o que está errado com esse tipo de pensamento.

Fartura e abundância são apenas metade da história. Sim, isso é parte da experiência de Paulo. Mas não é toda a experiência de Paulo. Ser humilhado, enfrentar a fome e padecer necessidade é a outra metade da história.

Pergunta: Quando você acha que Paulo aprendeu mais sobre o contentamento? Quando ele estava com fartura e abundância? Ou quando ele estava sendo humilhado, enfrentando a fome e padecendo necessidade? Em II Coríntios 11, ele descreve a sua vida desta maneira:

“Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha raça, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejuns muitas vezes, em frio e nudez. “ (2 Co. 11:25-27)

Ele estava sendo humilhado, enfrentando a fome, passando necessidade. Deus permitiu que Paulo pudesse transformar momentos difíceis em suas experiências de aprendizagem. A atitude de Paulo foi: “Senhor, que queres me ensinar nesta situação? Eu quero ser um aprendiz. “

Como  se aprende contentamento? Se aprende o contentamento a partir de uma resposta certa da provisão de Deus. Se aprende contentamento a partir de experiências de vida, de ter muito e de ter um pouco. Então, aprenda com suas experiências de vida – em especial as suas experiências dolorosas. Nós aprendemos contentamento melhor na época das vacas magras.

Às vezes, você terá mais do que você precisa. Outras vezes, você terá apenas o que você precisa.

Alguns de vocês que estão lendo este blog talvez estejam em tempos difíceis agora. Talvez você esteja sem emprego. Talvez algumas despesas inesperadas drenaram sua conta bancária. Talvez você não conseguiu prover a sua família como você esperava. Você sabe onde você está? Você está em sala de aula de Deus. Seja um aprendiz. Seja um estudante. Se você reclamar e choramingar no meio do seu problema, você vai perder a oportunidade de aprender a ser feliz.Para ser radicalmente contente, sorria e aprenda.

* Essse é o primeiro texto do blog Deus e a Menina que não é de minha autoria. Deixo aqui um agradecimento especial ao Pr. Rick Duncan, da igreja Cuyahoga Valley Church, do subúrbio sulino de Cleveland, Ohio que autorizou a tradução desse texto,  o qual foi parcialmente publicado e adaptado ao nosso contexto. A  mensagem original contém 5 partes, esse trecho é referente a terceira parte e encontra-se disponível em inglês no endereço :
http://cuyahogavalleychurch.blogspot.com/2010/01/radically-content-3.html

Problemas sem fim

Não era bem o que eu queria entender, mas percebi que alguns problemas simplesmente não acabam. Paulo percebeu antes de mim.

Assim como Jesus pediu ao Pai que afastasse dele o cálice, se fosse possível, Paulo pediu que lhe afastasse o espinho na carne. Ambos os pedidos foram negados. Vejamos os passos para solucionar o problema sem fim:

1) ESTAR COM DEUS – Eles estavam com Deus. Paulo e Jesus andavam com Deus, a Bíblia é muito clara e disso temos total certeza.

2) ORAR SEM CESSAR – Jesus orou várias madrugadas no monte antes de ser preso e crucificado. Ele orou antes de entregar seu espírito, pedindo que se fosse possível que lhe fosse passado esse cálice(Mc. 14:36). Paulo disse que orou três vezes para que o espinho lhe fosse desviado. (2 Co. 12:7-8)

3) IR EM FRENTE –  Jesus não foi atendido no alívio do seu problema, mesmo assim foi em frente no propósito que Deus havia lhe concedido e disse: “(…) não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres.” (Mc. 14:36). Paulo recebeu de Deus a resposta de que a graça lhe era suficiente e por meio de sua fraqueza o poder de Deus seria aperfeiçoado. Então, Paulo seguiu em frente, combateu o bom combate dizendo: “(…) De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.” (2 Co. 12:9)

Deus oferece nova porção da sua graça, que é suficiente para suportar problemas sem fim. Paulo mostrou que aprendeu a lição afirmando que no auge de sua fraqueza era recompensado com a força de Cristo. (2 Co: 12:10)

Me acalma saber que sempre haverá graça de Deus disponível para mim. E me conforta saber que um dia todos darão contas a Deus pelo bem e pelo mal que aqui fizeram. (2 Co. 5:10; Rm. 14:12). Agora, que eu queria encerrar alguns problemas, humanamente falando, sim, eu gostaria sim…

Como resolver o problema?

“Então subiu dali a Betel; e, subindo ele pelo caminho, uns meninos saíram da cidade, e zombavam dele, dizendo: Sobe, calvo; sobe, calvo! E, virando-se ele para trás, os viu, e os amaldiçoou em nome do Senhor. Então duas ursas saíram do bosque, e despedaçaram quarenta e dois daqueles meninos. E dali foi para o monte Carmelo, de onde voltou para Samaria.” (2 Rs. 2:23-25)

Há dois tipos de problema: os que tem fim e os que não tem. Hoje vou falar sobre os problemas que podem ser resolvidos, pois eles são a maioria em nossa vida. Da próxima vez falarei dos problemas sem fim.

Os meninos nessa passagem são rapazes com cerca de 20 anos, não eram crianças, mas jovens idólatras. O mesmo termo é usado em outras passagens com sentido de moços, jovens.  (Gn. 22:12, 37:2 e 1Rs. 20:14-15)

Talvez Eliseu fosse mesmo calvo, ou tivesse raspado a cabeça em voto ou talvez sequer fosse careca, mas chamar alguém de calvo era uma ofensa grave naquele tempo. A calvície era encarada como uma desgraça (cf. Is. 3:17-24). Os rapazes estavam zombando de Eliseu, gritando para que ele subisse como Elias havia subido, sendo trasladado para o céu. Estavam desafiando o poder que havia em Eliseu.

Não se deve blasfemar contra Deus ou contra o poder de Deus. Não se deve zombar das pessoas que foram levantadas para fazer a obra de Deus. Não se deve permitir que ninguém zombe do nome de Deus. Devemos respeitar os que estão trabalhando para Deus. O que fazer então?

O PROBLEMA – Eliseu estava fazendo a obra de Deus, estava caminhando de uma cidade para outra, porém havia pessoas que se levantavam para atrapalhar ao invés de ajudar. Todos os que são escolhidos por Deus para cumprir um determinado propósito enfrentam situações parecidas, em que pessoas se levantam para zombar, criticar, apontar seus defeitos, colocar seu ministério a prova.

A SOLUÇÃO – Eliseu resolveu o problema de uma forma muito simples: Esperou pela justiça de Deus e, mesmo enfrentando o problema,  ele avançou.

1) ESTAR COM DEUS – Eliseu estava sozinho e era minoria diante dos 42 rapazes, mas estava com Deus, Eliseu obteve a vitória do seu problema. Não é a quantidade de pessoas ao seu redor que fará diferença no seu ministério, é a presença de Deus.

2) ORAR SEM CESSAR – Há poder nas nossas palavras (Tg. 3:8). Eliseu amaldiçoou os rapazes, provavelmente pedindo que Deus os castigasse da maneira como o Senhor achasse melhor, e Deus o ouviu e o respondeu.

3) IR EM FRENTE – Na hora da dificuldade, devemos prosseguir direto para o alvo. Continuar andando no caminho que nos foi traçado por Deus e não voltar atrás. Eliseu continuou andando para Samaria. Devemos permanecer com os olhos em Cristo e andar na trajetória divina para nossas vidas.

Se você gostou, recomendo ler também: Problemas sem fim

Prova-me e sairei como o ouro

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Mas Ele [Deus] sabe o meu caminho; se Ele me provasse, sairia eu como o ouro. (Jó 23-10)

 

O ouro é o metal mais procurado e mais cobiçado pelos homens, há muito tempo. A sua cor doura e brilhante atrai a atenção e desperta nas pessoas o desejo de possuí-lo. Por isso é muito valioso, e desde muito tempo também, tem servido como lastro financeiro para nações. (Lastro: depósito em ouro que serve de garantia ao papel-moeda)

Quanto mais é submetido ao calor do fogo, mais puro o ouro vai se tornando. Quando o calor atinge 1000ºC, o ouro se funde, daí em diante as impurezas que estiverem agregadas a ele começam a se separar. Assim, poderíamos dizer que o ouro que passa pelo fogo sai mais puro, mais limpo e mais valioso.

Penso que Jó tinha tudo isso em mente, que um homem rico como ele era conhecia bem o trabalho de um ourives quando, em meio às suas provações, disse esse versívulo (Jó 23:10). A situação de Jó era simplesmente terrível. Fora um homem afortunado. Possuíra uma família bonita e sadia. Sua casa fora feliz e tinha tudo em abundância: saúde, alimentos, amigos, festas. No entanto, sucessivas provas advieram sobre ele como um terrível fogo destruidor.

Perdeu todo o gado, as ovelhas, os filhos e até sua própria casa. E no fundo do poço de sua desdita miséria, Jó ainda conseguiu encontrar motivos para louvar a Deus e disse: “O Senhor o deu e o Senhor tomou; bendito seja o nome do Senhor.” (Jó 1:21b)

Mas a provação de Jó não parou por aí. O fogo da provação atingiu-lhe a própria carne. Sua pele encheu-se de feridas abertas, malignas, que lhe cobriam o corpo todo, desde a planta do pé até o alto da cabeça. E , aquele que outrora fora rico, poderoso e feliz junto à sua família, agora estava sozinho, sentado no chão, com um caco de telha raspava as feridas do corpo.

Para Jó, certamente, o valor das coisas materiais era insignificante diante do que havia no interior de sua alma. Havia em seu coração algo que era mais importante até mesmo que o seu próprio corpo apodrecido pelas chagas. Por isso, nenhuma doença, infortúnio, desprezo, nada poderia roubar de seu coração a fé e a esperança que ele depositava em Deus. Que inspiração! Que motivação! Podemos passar por provações, mas a nossa fé é a nossa vitória. A herança prometida aos fiéis, no final do bom combate, compensará todas as provas.