Os Encavernados

Muitos personagens bíblicos passaram por momentos em que precisaram se refugir em uma caverna. Escondendo-se do mal que se aproximava, remoendo a vergonha dos pecados cometidos, repassando a caminhada com Deus, por diferentes motivos foram encavernados. Talvez o objetivo nem fosse encontrar-se com Deus, mas é inevitável consequência. Vamos analisar dois encavernados, Elias e Davi.

Elias tinha um problema. Ele vinha passando por enfrentamentos no seu ministérios, todos os profetas haviam sido mortos e ele era o último que restara. Ele orou entregando sua vida a Deus, se sentia um fracassado, apesar de não ter cometido nenhum pecado. (1 Reis 19:3) Deus então enviou um anjo para tocar Elias e o alimentar. Mesmo assim, Elias quis esconder-se dos israelistas pagãos que o tentavam matar. Elias quis se encavernar. Deus lhe perguntou “O que você está fazendo aqui, Elias?” (1 Reis 19:8-15). Para sair da caverna, Elias falou diretamente com Deus, que o tirou de lá e o conduziu pelo deserto para cumprir seu propósito de vida profética.

A caverna era um lugar de tristeza. Davi tinha um problema. Após o casamento de Davi com Mical, Saul viu que Deus estava com Davi e por isso o temeu. Se tornou seu inimigo e desde então planejava matá-lo. Davi quis se encavernar. Em 1 Samuel 22:1-2 temos que Davi em fuga de Saul se esconde numa caverna onde se ajuntam com ele homens em dificuldades, endividados, amargurados de espírito e insatisfeitos. Era esse tipo de pessoa que se encavernava. E na caverna Davi compôs o Salmo 142, levantou um clamor ao Senhor por ajuda diante dos inimigos. Para sair da caverna, Davi falou diretamente com Deus (Salmo 144:1-2).

Aconteceu com Elias, um profeta ímpar na história de Israel. Aconteceu com Davi, rei, adorador, um homem segundo o coração de Deus. Acontece com muitos de nós quando passamos por grandes dificuldades, quando nos entristecemos ou não sabemos como agir. Nos refugiamos em cavernas espirituais, nos isolamos. Quando muito, procuramos a companhia de outros encavernados, pessoas que carregam também o espírito amargurado, que estão tristes como nós estamos.

E o que aprendemos com os encavernados? Podemos nos esconder dos problemas, mas isso não os fará se resolver. O problema de Elias só foi resolvido quando ele  falou diretamente com Deus. O problema de Davi só foi resolvido quando ele falou diretamente com Deus. Nossos problemas só serão resolvidos quando falarmos diretamente com Deus.

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Até quando você vai fugir?

"Assim que viram o gigante, os israelitas começaram a fugir amedrontados" (I Samuel 17:24)

"Assim que viram o gigante, os israelitas começaram a fugir amedrontados" (I Samuel 17:24)

A conhecida história de Davi e Golias geralmente é percebida pela coragem, pela bravura que Davi teve de enfrentar Golias. Mas se Davi foi corajoso, é porque antes houveram os que fugiram. A Bíblia conta no início dessa passagem que todos os homens de Israel fugiram com medo do gigante. Para toda uma nação que fugiu, apenas um homem foi valente.

Davi não foi a regra. Davi foi a exceção. Não somos chamados para agir como regra, mas sempre como exceção. Lembrar que esse reino não é o nosso lugar, lembrar que nossa família é Jesus Cristo e que podemos ter bom ânimo porque Ele já venceu o mundo.

Existem muitos gigantes à solta, cada um conhece o seu. Você pode fugir dos gigantes amedrontado, mas até quando vai agir assim?

Tenho meus gigantes. Estou a procura de pedras lisas do riacho. Estratégias divinas para lidar com cada um dos problemas da minha vida, problemas que amedrontam e fazem os que estão ao meu redor fugir. Sabe, muitos têm me dito admirar minha força em superar tantos problemas pelos quais passei nesse ano. Mas a força não vem de mim. A força não vinha de Davi. A força para vencer vem do Senhor dos Exércitos, somente Ele pode derrotar os gigantes da vida. Somente Deus é digno de admiração.

Coração transparente

O coração é mais mentiroso e traiçoeiro que qualquer outra coisa; o coração do homem é terrivelmente cheio de maldade.
O coração é mais mentiroso e traiçoeiro que qualquer outra coisa; o coração do homem é terrivelmente cheio de maldade. Não há ninguém capaz de saber até que ponto é mau e pecador o coração humano! Somente o Senhor sabe! (Jr. 17: 9-10 – Nova Bíblia Viva)

Por mais que tentemos nos esconder do Senhor, não podemos ocultar dEle nosso coração, nossas atitudes e nossos pensamentos. Davi aconselhou seu filho Salomão a conhecer e servir o Senhor com todo seu coração e de vontade espontânea, pois o Senhor conhece os corações e penetra nos nossos desejos e pensamentos. (1 Crônicas 28:9)

Que sábio conselho! De fato, o Senhor conhece tudo o que se passa conosco, mas mesmo assim nos opomos a Ele com frequência. Procuramos desafiar sua soberania e questionar sua supremacia sobre a nossa vida. Sempre que não estamos felizes, questionamos os caminhos que Ele preparou para nos conduzir ao céu. Dizemos com nossas ações que sabemos mais do que o Senhor, por isso decidimos nossos caminhos, tomamos atitudes de nossa própria vontade, agimos por nossa força e desprezamos a autoridade do seu Espírito.

Li um belíssimo trecho de Isaías exortando a nação de Israel durante um período de idolatria e rebeldia, que vou reproduzir aqui na Linguagem de Hoje (NTHL):

Ai dos que escondem os seus planos do Senhor, que fazem suas maldades na escuridão e dizem: “Ninguém pode nos ver! Ninguém sabe o que estamos fazendo!” Vocês invertem as coisas, como se o barro valesse mais que o oleiro. O pote não vai dizer ao homem que o fez: “Você não me fez.” Uma vasilha não dirá ao oleiro: “Você não sabe o que está fazendo!”  (Isaías 29:15-16 – NTLH)

Potes não discutem com oleiros. Vasilhas não dão palpites no trabalho de sua feitura. Mas nós, seres humanos, constantemente questionamos os planos de Deus para nós. Nos desviamos do alvo (Cristo), saímos do caminho (estreito) e dizemos que Deus não sabe o que faz.

O Senhor conhece nossos corações. Mesmo que estejamos corrompidos, nosso coração é transparente para o Senhor. Nada escapa dos Seus olhos, nada se compara ao Seu conhecimento.

Você pode se fazer de bom cristão da sua igreja. Pode dar testemunho lá na frente, trabalhar num ministério. Pode ter muitos discípulos aos quais você ensina conceitos bíblicos que você mesmo não segue. Pode estar andando no caminho largo enquanto anuncia o Cristo que ainda não conheceu. Pode pensar que ninguém sabe, ninguém vê, porém o Senhor sabe de todas as coisas que se passam na sua cabeça e conhece suas ações.

Que tipo de vaso é você nãs mãos do oleiro, que é Deus? Você é o vaso reclamão ou o vaso de bênção? É aquele que finge andar pelo estreito, mas caminha pelo largo? Ou é aquele que busca seguir os propósitos de Deus, por mais difíceis que sejam?

O seu coração é transparente para Deus, nada lhe pode ser ocultado. Ele conhece suas imoralidades, os namoros ilícitos, as paixões pecaminosas, os adultérios, as montanhas de mentira nas quais você vive. Não dá para esconder de Deus quem nós verdadeiramente somos. Deus conhece você por qual nome? Mentiroso? Adúltero? Trapaceiro? Ladrão? Viciado? Ou será Servo Bom e Fiel? Adorador? Filho Amado? Homem segundo o meu coração? Qual seu nome hoje diante de Deus?

Não se afaste de Deus

Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles. (Sl 139:16)

Pode parecer um tema lógico, mas dessa vez é difícil de viver. Eu já tive muitas fases de ladeira abaixo. Em quase todas eu me afastei de Deus antes, durante ou depois.

Jeremias foi escolhido no ventre da mãe, separado por Deus antes do nascimento como servo, profeta de Israel e Judá, que falaria ao povo dos seus pecados e das consequências deles. Anote comigo:

Todo período de afastamento do Senhor (pecado) traz consequências.

Estava lendo os pensamentos de sabedoria em Jeremias 17:5-8, na linguagem de hoje (estou gostando muito de ler essa versão). Quem se afasta do Senhor e confia no julgamento humano é amaldiçoado (vs. 5). Nada de bom acontece com quem se afasta do Senhor (vs. 6).

Mas eu abençoarei aquele que confia em mim o Senhor. Esse prosperará mesmo nas adversidades. (vs. 7 e 8 )

Recentemente passei por períodos de muita dor na minha vida. Foram tempos em que fiquei angustiada e não via perspectivas de vida. Um pastor me aconselhou a me aproximar de Deus, disse que era a hora perfeita. O engraçado é que quase sempre é o momento mais propício para eu me afastar. Mas eu permaneci ali, unida ao Pai. (Incrível, nem eu acredito em como consegui não me afastar de Deus). Agora, em busca de uma restauração, estou passando por tremenda luta. Aquilo que quero não faço, mas o que não quero… É constante nossa luta espiritual.

Cada vez que nos aproximamos de Deus, recebemos do seu amor, somos fortalecidos no seu poder e renovados pela sua graça. Porém, ao nos afastarmos perdemos o sentido de viver, que é basicamente glorificar ao Pai. Perdemos o contato com o amor verdadeiro, somos enfraquecidos pelo pecado e perdemos a luta contra as forças espirituais desse mundo.

Por isso, aconteça o que acontecer na minha vida, eu não quero mais me afastar de Deus. Não quero me arriscar a uma morte espiritual ou física, a desgastes e consequências sem volta. Tenho passado por duras lutas, às vezes me sinto completamente sozinha e perdida. Em Deus derramo minhas aflições. Não há um amigo, não há um confidente, não há para mim um conselheiro. Eu até queria, mas nesse momento só estou podendo contar com Deus. Muita coisa eu tenho errado, mas todos os dias, e nisso não minto, todos os dias eu procuro caminhar na direção do Senhor.

Guarde sempre uma lembrança

Eis que estou de férias e em férias gosto de ler a Bíblia. Geralmente, faço um programa de quarenta capítulos por dia, para ler em 30 dias.  Um dia eu divulgarei aqui… Pois estava eu essa semana lendo o Pentateuco e percebi algo que eu nunca tinha percebido. Nós precisamos guardar lembrança de tudo o que acontece na nossa trajetória com Deus.

Muitas vezes passamos por dificuldades na nossa vida, tribulações tão profundas ques nos sentimos abandonados por Deus. Às vezes, acabamos nos afastando do Senhor e nos esquecendo dos seus feitos. Ao fazer isso, agimos como os egípcios, os quais não guardaram lembrança de José e de seus feitos pelo Egito. As gerações passaram, Israel se tornou multidão numerosa e, temerosos de uma revolução, os egípcios os escravizaram, já que nem mesmo o Faraó sabia algo a respeito de José (Ex 1:8).

O povo de Israel constantemente se preocupava em levantar altares, colunas, monumentos ou guardar objetos que os ajudassem a preservar na memória os feitos do Senhor Deus a quem serviam. A Arca da Aliança, por exemplo, guardava o testemunho (Ex 25) por meio de objetos como o livro da aliança, as tábuas da lei, escamas do maná, as doze pedras do Jordão, e tudo o mais que ajudasse o povo a se lembrar de que Deus é fiel.

Um fato interesante que percebi em Levíticos é que se inicia orientando as ofertas. É o primeiro tema que o Senhor se preocupa em instruir didaticamente o povo. A oferta mostra quem é o Senhor da sua vida, revela sua gratidão, o seu amor. A oferta mostra como está sua memória, se você ainda se lembra de que Deus é fiel e poderoso para reverter qualquer circunstância da sua vida.

Ainda em Levíticos, o Senhor orienta mais estratégias para se lembrarem da aliança de fidelidade entre Deus e Israel e para terem memória dos sinais, milagres e  bênçãos recebidos. O Senhor instruiu as festas que Israel deveria celebrar para guardar lembrança.

Vejo como isso é importante. Nos dias de hoje, tempos da graça e da nova aliança, poucas coisas temos guardado como igreja do Senhor para testemunho às novas gerações e pouco temos feito para preservar a nossa própria memória.

No Antigo Testamento, mesmo com todos esses recursos para manter a memória da aliança com Deus viva, o povo constantemente pecava porque:

1) se esquecia do Senhor
2) se esquecia dos mandamentos
3) desobedeciam e faziam o que era mal
4) adoravam outros deuses

Fico pensando, em quê somos diferentes? Acho que somente na misericórdia de sermos perversos e não morrermos, pois o Senhor nos vê pelo sangue de Cordeiro, justificados em graça.

Mas aprendi que preciso guardar sempre uma lembrança. Para isso tenho o blog, os diários, o livro dos sonhos e visões e as anotações de todas as profecias recebidas. Há alguns anos eu registro tudo o que eu vivo com Deus. Nos momentos difíceis, é maravilhoso rever as lembranças e perceber que Deus sempre me surpreeendeu, que Ele superou minhas expectativas, foi fiel em tudo que prometeu e em todo tempo e, o melhor, perceber que tudo sempre acabou bem.

Deus trabalha no silêncio

Eu é que sei...
Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança. (Jer. 29:11)

É fato que Deus nunca gostou de murmuradores. Israel ficou 40 anos percorrendo um trecho de 40 dias porque a boca do povo não se fechava. Deus estava trabalhando e eles permaneciam questionando, curiosos, aflitos, temerosos, dubitantes. Não adiantou nada na vida do povo escolhido, porque adiantaria alguma coisa eu, que sou parte do povo remido, reclamar da minha condição?

Achei que tinha realizado o sonho da vida e, de repente, a tragédia abocanha tudo. Agora, é marco zero. De novo esperar por um homem especial, com quem terei uma família e um ministério… essa história de sempre por toda a vida… E o negócio é que eu acredito mesmo. Eu acredito nas coisas de Deus, porque o jeito dele trabalhar é em mistério, é no silêncio.

Se não fosse, Jesus não teria nos aconselhado a não usar de vãs repetições nas orações. Não é de muito falar que somos ouvidos em nossas súplicas. (Mt. 6:7) A minha Bíblia conta de um Deus que sonda o meu coração e vê os meus desejos antes mesmo de eu contar a Ele o que eu desejo. (Sl. 139) A minha Bíblia conta de um Deus que trabalha para me dar além do que pode se passar na minha mente e no meu coração. (1Co 2:9)

Então, eu aprendi assim, que Deus trabalha enquanto eu faço silêncio. Ele faz e eu espero calada. É sempre assim que funciona e é assim que vai ser.

Referências bíblicas:
E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos. (Mt. 6:7)
Senhor, tu me sondas, e me conheces. (…) Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó Senhor, tudo conheces. (Sl. 139:1 e 4)
Mas, como está escrito: As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam. (1Co 2:9)

Ovelha Muda no Matadouro

Fiquei essa semana pensando e refletindo em como deve ser difícil ser ovelha muda conduzida ao matadouro. A visão que Isaías teve foi simplesmente única. A revelação que o profeta escreve no seu capítulo 53 simplesmente já me fez chorar dezenas de vezes. Mas hoje não. A falta de vergonha na cara anda tamanha, que nem mesmo com tantos tapas, chorei. Não consigo ser ovelha muda. Não consigo. Vou pro matadouro berrando, sou meio vaca ainda. É. Sou vaca. Bem mais vaca que ovelha. Nessas horas, nem menina. Será que um dia eu cresço?

Da vida pessoal, correria. Agitação.  Aliás, se alguém quiser me mandar presente ou pelo menos 50 reais só avisar! Be blessed!

Eu não preciso entender Deus

Muito tempo me desgastei tentando atingir um luxo que não é facultado a nós, humanos, criaturas do plano perfeito de Deus. Eu queria muito entender Deus e sua obra em minha vida. Por quê aconteciam tantas humilhações na minha vida, mesmo eu sendo cristã de vida reta perante o Senhor? Por quê as perseguições vinham de todas as partes, embora eu servisse ao Senhor? Por quê havia tanto para os que não amam o Senhor e havia tão pouco para mim?

Entender Deus não é tarefa nossa. Não é mesmo. Ele nos entende e nos vê além e com mais intensidade. Seu olhar penetra e divide alma e espírito. Na nossa mediocridade, o que podemos fazer de melhor é nos rendermos ao poder do Senhor, da seguinte forma:

1- Entregue-se: A entrega é uma rendição. Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará.” ( Sl. 37:5)

2- Peça: Torne seus desejos conhecidos do Senhor. Nada tendes, porque não pedis.” (Tg. 4:2b);  “Deleita-te também no Senhor, e ele te concederá o que deseja o teu coração.” (Sl. 37:4);  “Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis, para que o vosso gozo seja completo.” (Jo 16:24)

3- Descanse: Confie e espere. Descansar em Deus não é perturbá-lo insistentemente com a mesma oração. Deus não se comove com repetições. Basta uma oração sincera. Se você ora todos os dias a mesma oração e pensa que assim convencerá Deus a conceder o que você tanto pede, aprenda com Jesus a orar: “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos.” (Mt. 6:7).

4- Olhe para Jesus: Você está fazendo tudo certinho e nada acontece na sua vida? Parece que o mundo está contra você? Sim, o mundo realmente te odeia. “Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia.” (Jo. 15:19) Você é o sal da terra e pode tornar conhecido do mundo o nome de Jesus Cristo, então ocupe-se enquanto espera! Olhe para Jesus e siga o propósito de sua vida na Terra. Vós sois o sal da terra”(Mt. 15:13a); “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura.” (Mc. 16:15)

5- Reconheça seu lugar: Espere no seu lugar. Reconheça a soberania de Deus. É ele quem conta o tempo para sua bênção se cumprir. Não apresse o Senhor enquanto Ele trabalha por você, aprenda com o salmista: Esperei com paciência pelo Senhor, e ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor.” (Sl. 40:1) Esperar com paciência é reconhecer quem manda e quem obedece. Seu lugar é o da paciência e obediência. Se no final de tudo não acontecer aquilo que você tanto pediu, seja sábio e humilde em agradecer. Tudo o que o Senhor faz é bom e seus propósitos são sempre perfeitos. Se Deus te disse não, foi para o seu bem. “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Rm. 8:28)

Eu resolvi compartilhar isso não porque eu achei bonito de dizer. Compartilho porque ontem percebi que foi vivendo assim que comecei a prosperar na minha intimidade com Deus. Essa lição de não ficar tentando entender Deus é muito difícil, nós sempre queremos explicações, queremos saber o motivo de tantas aflições e de tantas orações não respondidas. Eu tenho aprendido que não preciso entender Deus. A forma como Deus trabalha é para nós mistério. O que eu preciso não é entender, é crer. Be blessed!

O valor da presença de Deus

Porque Tua presença é a minha melhor resposta…

A Arca da Aliança simbolizava a presença do Senhor para o seu povo. Nela estavam as tábuas dos mandamentos, a vara de Arão que floresceu e o maná da provisão de Deus no deserto. Davi desejava trazer a Arca da Aliança de volta para a Cidade de Davi, para que a presença do Senhro estivesse no meio do povo. Mical, filha de Saul, mandou fazer uma grande festa para celebrar esse momento. Importante não era a festa, importante era a presença do Senhor retornando aos judeus. Mical ficou pendurada na janela, com toda a sua pose real. Davi vinha vestido com roupas chiques, segundo a cerimônia preparada por Mical exigia. De repente, Davi, que já vinha saltitando, ousou celebrar a presença do Senhor como um verdadeiro adorador. E se despiu dos trajes de glória humana. Seminu, adorou ao Senhor dançando. Dançando de alegria demonstrou o valor que tinha para ele a presença do Senhor. Mical desprezou a Davi em seu coração por essa ousadia. Davi dançou com tudo que tinha, não se importou com o que os outros pudessem pensar dele, não se ligou nesses detalhes, sabe por quê? Porque Davi tinha um coração segundo o coração de Deus. Davi sabia ser um adorador por excelência. Às críticas de Mical, ele respondeu: “Perante o Senhor me tenho alegrado” (II Samuel 6:21). Qual o valor da presença de Deus na sua vida? Na minha vida, eu já contei aqui.

Para ler: II Samuel 6
Para ouvir:

Música: A Tua graça me Basta
Artista: Toque no Altar
Álbum: Olha pra mim (2006)

TALITA CUMI

“E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talita cumi, que, traduzido, é:
Menina, a ti te digo, levanta-te”. (Marcos 5:41)
“Pelo que diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos,
e Cristo te iluminará”. (Efésios 5:14)

Essa semana a menina aprendeu que quando Deus pede a gente pra abrir mão de algo só podem ser duas coisas: ou quer testar nossa fidelidade como fez a Abraão pedindo Isaque, ou quer nos dar infinitamente mais, como fez a Jó.

Porque Abraão estava disposto a entregar o que lhe era mais precioso na vida terrena, o tão desejado filho da promessa, é por isso que o Senhor honrou a Abraão. Porque ele estava disposto (Eis-me aqui) e confiou em fazer o que tinha de ser feito (não me negaste teu filho), e por isso foi abençoado e nele Deus nos abençoou (em tua descendência serão benditas todas as nações da terra). Abraão foi especial no quesito de abrir mão porque saiu de Ur para ir a uma terra onde ninguém nunca havia falado e que nem ele sabia por onde ficava. Ele abriu mão da zona de conforto em que vivia para seguir e servir a Deus como tinha de ser.

Abrãao foi o cara. Mas pode ser que a história da menina esteja mais para Jó que para Abraão.

Jó era temente a Deus, conhecido até por Satanás por sua forma ímpar de servir a Deus. Foi envergonhado e abandonado (até os que eu amava se tornaram contra mim). Sozinho, ele foi temente e fiel. Muitos disseram a Jó que amaldiçoasse seu Deus, mas ele não o fez (não falarão os meus lábios iniqüidade), porque queria ser aprovado (provando-me ele, sairei como o ouro). E Jó se curvou a Deus, serviu mesmo na dor e conheceu a Deus profundamente não apenas de ouvir (agora te vêem os meus olhos) e foi restituído (o Senhor deu a Jó o dobro do que antes possuía).

A menina está com o coração em chamas, de um lado o desejo louco de deixar casa, emprego, cidade, família, tudo e fazer alguma coisa porque a menina quer viver para exaltar o nome de Jesus e tem feito muito pouco. De outro as incertezas e dúvidas que se implantaram na mente da menina para além da sabedoria, porque a menina já sabe que TUDO o que se é, se é por causa do Reino do Senhor. A menina já aprendeu que Deus não quer migalhas de adoração e não se pode servir a Deus em cima de um muro, deve-se optar por um lado. Deus quer ser adorado e servido integralmente, a menina se comove, mas por quê não se move? Terá a menina que morrer novamente? Até quando Deus o Eterno chamará pela menina? Até quando lutarão os anjos para que a menina fique indecisa? Essa entrega está no coração da menina, mas não se vê ainda na sua vida. Porque se faz preciso morrer totalmente para o mundo e viver para Cristo, tomar a sua cruz, segui-lo, servir sem pensar em como ou porquês, servir com TUDO o que EU SOU O QUE SOU desejar. Há vidas morrendo em todo o mundo, há vidas morrendo na esquina da minha rua, há vidas morrendo no meu trabalho, por toda parte. Quem irá? Menina, levanta-te! Talita cumi!

Referências bíblicas utilizadas para iluminar essas inquietações da menina:

“Sucedeu, depois destas coisas, que Deus provou a Abraão, dizendo-lhe: Abraão! E este respondeu: Eis-me aqui. Prosseguiu Deus: Toma agora teu filho; o teu único filho, Isaque, a quem amas; vai à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um dos montes que te hei de mostrar. […] E, estendendo a mão, pegou no cutelo para imolar a seu filho. […] Então disse o anjo: Não estendas a mão sobre o mancebo, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, visto que não me negaste teu filho, o teu único filho. […]e disse: Por mim mesmo jurei, diz o Senhor, porquanto fizeste isto, e não me negaste teu filho, o teu único filho, que deveras te abençoarei, e grandemente multiplicarei a tua descendência, como as estrelas do céu e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos; e em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz.” (Gênesis 22: 1-2; 10; 12; 16-18)

O Senhor deu, e o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor.[…] Todos os meus amigos íntimos me abominam, e até os que eu amava se tornaram contra mim. […] Mas ele sabe o caminho por que eu ando; provando-me ele, sairei como o ouro. […] Vive Deus, que me tirou o direito, e o Todo-Poderoso, que me amargurou a alma; enquanto em mim houver alento, e o sopro de Deus no meu nariz, não falarão os meus lábios iniqüidade, nem a minha língua pronunciará engano. […] Então respondeu Jó ao Senhor: Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido. […] Com os ouvidos eu ouvira falar de ti; mas agora te vêem os meus olhos. […] O Senhor, pois, virou o cativeiro de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e o Senhor deu a Jó o dobro do que antes possuía.” (Jó 1:21; 19:19; 27: 2-4; 42: 1-2, 5, 10)