O que é a ARMADURA ESPIRITUAL?

A Palavra diz que estamos em constante luta, por isso devemos orar sem cessar. A melhor explicação que já encontrei sobre guerra espiritual e sobre a armadura espiritual é a de Rebecca Brown. Se você tem interesse em se proteger dos ataques malignos, recomendo ler os livros na íntegra, pois aqui colocarei apenas alguns trechos sobre armadura.

Alguns anos atrás, antes de ler esses livros, eu achava que Paulo tinha escrito aos Efésios uma metáfora, valorizando a prática do conhecimento da Palavra, da evangelização, da fé… mas não é metafórico, é literal! O próprio Paulo afirmou que sentia na carne os sofrimentos da constituir a igreja primitiva, ele teve visão da batalha espiritual e sabia que a armadura espiritual nos protegia vendo quando ele próprio era afligido na carne após a batalha. (Colossenses 1:23-34)

Nossa batalha não é “contra carne e sangue”, mas contra espíritos de demônios, nossos espíritos efetuam a luta. (Efésios 6:12) Carne e sangue não podem lutar num campo de batalha espiritual. É preciso usar a armadura espiritual (cinta, couraça, calçados, escudo, capacete e espada):

“Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. (Efésios 6:13-17)”

Trechos dos livros de Rebecca Brown:

Você alguma vez já experimentou um período de oração intensa de intercessão, após o qual sentiu-se completamente exausto? Isto ocorre porque, enquanto você estava orando com o seu corpo físico e com a sua mente, Deus tomou o seu espírito, colocando-o no combate com as forças demoníacas contra as quais você estava orando. A batalha ocorria no campo de luta do mundo espiritual. A fadiga que você sentiu é o resultado de duas coisas. Primeiro, é um reflexo do stress que o seu espírito teve em decorrência da batalha, e, em segundo lugar, é uma exaustão natural criada pelo fato de que seu espírito não estava, durante aquele período, presente em seu corpo físico.

É por isso que devemos nos certificar de pedir a Deus diariamente que coloque toda a sua armadura em nós, como em Efésios, capítulo 6. Esta armadura é mais do que um símbolo somente. Ela é uma armadura literal e real que é colocada em nosso corpo espiritual para protegê-lo na batalha.

Lembre-se, esta é uma guerra real. Os demônios não atiram com “balas de festim”. Feridas infligidas ao seu corpo espiritual são frequentemente manifestadas por vários sintomas em seu corpo físico, também. O combate feito por nosso espírito cobra um preço tremendo em nosso corpo físico, também. Não podemos, obviamente, lutar no mundo espiritual com o corpo físico. Mas os dois estão ligados por Deus, de forma que o que acontece com o nosso corpo espiritual inevitavelmente tem um efeito em nosso corpo físico.

Apesar de não podermos ver a armadura de Deus, ela é uma armadura real no mundo espiritual. Podemos usá-la no mundo físico se o Espírito Santo assim nos dirigir. Ele me mostrou como o capacete da salvação é colocado sobre a nossa cabeça para protegê-la. Depois o Senhor me mostrou a couraça da justiça, e como ela protege o nosso peito. O cinturão da verdade é como uma faixa e é a única parte da armadura que passa atrás, em nossas costas. Você sabe, é como a armadura que os soldados romanos usavam. O escudo é grande, quase da nossa altura. E a espada é pura luz branca com o punho dourado.

Armadura Espiritual Rebecca Brown

Escudo da Fé ilustrado no livro "Vaso de Honra", cobrindo todo o corpo de quem se reveste espiritualmente com a armadura de Deus, e Espada do Espírito ilustrada na capa do livro "Prepare-se para a Guerra" de Rebecca Brown

Lembro-me muito bem de algumas ocasiões em que tive que usar a armadura de Deus no mundo físico. Aprendi pela primeira vez sobre a realidade da armadura quando o Senhor permitiu que alguns demônios se manifestassem fisicamente e tentassem me matar. Então o Espírito Santo mostrou-me que temos esta armadura por fé e que podemos usá-la quando ele nos orientar nesse sentido.

Não a vi. Tive que permanecer na fé de que ela estava lá porque o Espírito Santo me havia dito para usar a armadura. Eu gostaria de ter podido vê-la, mas não a vi. Acho que, se a tivesse visto, a fé não teria sido necessária. Temos que andar sempre esta nossa jornada em fé. Quando se está numa situação difícil, algumas vezes é útil passar a mão de alto a baixo à frente de si mesmo e dizer algo como “Eu sei que tenho um escudo aqui à minha frente, um escudo de fé em Jesus Cristo”. Não é necessário fazer isso, naturalmente, mas isso nos ajuda a permanecer em fé numa situação difícil.

(Trechos extraídos dos livros de Rebecca Brown, “Prepare-se para a guerra”, capítulo 16; “Vaso para honra”, capítulo 5)

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O que é o Livro da Vida?

Livro da Vida

"Os teus olhos me viram ainda substância informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado." (Salmos 139:16)

Estou ensaiando há quase um mês para escrever sobre esse assunto. Eu li a Bíblia, pesquisei e consultei a tradição judaica. Quero agradecer aqui a todos os meus amigos que colaboraram nas discussões bíblicas. Vou sintetizar conforme compreendi com ajuda do Espírito Santo.

Inicialmente, achei interessante uma observação feita por Helio de M. Silva, ao tratar de soteriologia (doutrina da salvação) e argumentar sobre a imperdibilidade da salvação, ele diferencia a existência de dois livros, sendo um livro da vida eterna e um livro da vida física.

Para Hélio, está claro apenas que o Salmo 69:28 se refere ao livro da vida física, onde diz “Sejam riscados do Livro dos Vivos e não tenham registro com os justos”.  Claramente se refere à pessoa morrer. É incerto afirmar sobre qual livro Êxodo 32:32-33, Salmo 69:28 e Daniel 12:1 se referem, cabendo interpretações tautológicas. Já as menções do Novo Testamento, se referem todas ao livro da vida eterna (Filipenses 4:3; Apocalipse 3:5; 13:8; 17:8; 20:12; 20:15; 21:27; 22:19).

Estaria no Novo Testamento o sentido dos cristãos ao professarem a fé em Jesus Cristo pedirem que seus nomes sejam  inscritos no livro da vida. Contudo, se o livro foi escrito desde a Criação do Mundo, tal pedido ficaria sem sentido. Por isso, a explicação judaica é interessante para compreender essa oração tão repetida nas comunidades religiosas cristãs.

Para a tradição judaica, o livro da vida não é um livro em si. É uma referência à memória do Eterno. A vida é dada por Ele e a Ele pertence, podendo o Eterno se lembrar ou não se lembrar mais daquela pessoa, ou seja, riscar seu nome do livro pode ser entendido como uma referência ao Eterno se esquecer daquela pessoa ou tirar-lhe a vida.

Os judeus ortodoxos consideram o Yom Kippur (Dia do Perdão) o dia no qual Deus sela o “livro da vida”, por isso trocam saudações e felicitações que incluem a bênção de “Guemar Chatimah tovah”, que quer dizer “Que sejas inscrito” no livro da  vida. É uma petição para que o Eterno se lembre deles como seu povo.

Se você se interessou pelo assunto, eu recomendo ler, além das passagens bíblicas citadas:

http://www.estudosdabiblia.net/bd95.htm

http://solascriptura-tt.org/SoteriologiaESantificacao/34-LivroDaVida-Helio.htm

O que é a corça da manhã

Corça da manhã

A corça da manhã (Aijelete-Hás-Saar)

A corça da manhã (Aijelete-Hás-Saar) é citada no Salmo 22. Alguns escritores traduzem como uma orientação, para que seja tocado o salmo conforme a melodia de “A corça da manhã”.

Quando eu leio a Bíblia fico curiosa com algumas expressões. Mesmo quando estou lendo 40 capítulos pro dia, eu faço anotações do que me chama a atenção. A Bíblia se revela a cada vez que a lemos. Sempre encontro novidades, por isso gosto de variar as versões que leio, para fzer comparações como esta aqui.

Li no título do Salmo 22 que deveria ser tocado conforme a melodia de “A corça da manhã” (Aijelete-Hás-Saar). Há poucas citações na Bíblia sobre a corça ou o cervo, conforme a tradução.

No dicionário, a corça é a fêmea do veado, uma cabrita selvagem. É um anima fácil de se imaginas. Mos o que teria de especial para ser o tema de uma canção? O que é a corça da manhã?

No site http://www.irmaos.com há a seguinte informação: Em tempos remotos a sinagoga usou este título (Aijelete-Hás-Saar) como um nome para a Shekina, que significa a glória de Deus sobre a arca. Era como um símbolo da aurora da redenção e se aplicava ao sacrifício da manha. Delitzsh, um comentarista, traduz como a “luz que precede à aurora do amanhecer, cujos primeiros raios se assemelham aos chifres de um cervo, são freqüentemente mencionados nos livros poéticos e aplicados simbolicamente ao Senhor Jesus (Cantares 2:17 e 8:14. Portanto, bem poderia ser aplicado ao Salmo 22, que cita vários animais que são inimigos do “cervo da aurora” e que o lançam ao pó da morte.

Há ainda a complementação da citação do Salmo 42:1 “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti. ó Deus, suspira a minha alma.”  Sabemos que a corça vive em um ambiente árido, por isso desenvolveu a habilidade de farejar água mesmo a quilômetros de distância. Devemos ter a mesma precisão e necessidade de encontrar a presença de Deus. Assim como os animais sofrem durante a seca, especialmente durante a manhã, para quem dormiu sedento, devemos ter o mesmo desespero por matar uma sede de muitos dias, procurando logo cedo a presença de Deus, a sua Shekina na nossa vida.

O que é cingir os lombos?

Há alguns dias eu me perguntava o que seria cingir os lombos, uma vez que era como eu deveria estar. Pensei, orei, estudei a Bíblia e soube que se tratava de amarrar o cinto da veste. Hoje lendo um livro, encontrei uma explicação boa, vou transcrever abaixo e depois referenciar devidamente os créditos de autoria. Eis a definição do que é cingir os lombos, seu significado, seu sentido e utilidade.

Cingir os lombos representa uma preparação para o trabalho

Três mil anos atrás […] as mulheres (e os homens) usavam roupas bem soltas. Para realizar trabalhos físicos precisavam segurar a roupa e prendê-la com um cinturão. Só assim poderiam movimentar-se livremente. Esse cinturão por cima da roupa era uma preparação necessária para o trabalho pesado e também para esforços prolongados.

O ato de cingir-se ou de prender a roupa com o cinturão era também um fator psicológico para o trabalho. Da mesma forma que colocar um avental, roupa de faxina, roupa de ginástica, roupa para pintar ou roupa para cuidar do jardim, ou até mesmo arregaçar as mangas, o ato de colocar o cinturão significava preparar-se para o trabalho. Esse ato preparatório e a roupa apropriada incentivavam a atitude de “Vamos lá!” em relação à tarefa do momento.

O cinturão é um símbolo da força mental e física que é adquirida quando se entra na arena do trabalho.

GEORGE, Elizabeth. Bela aos olhos de Deus. Campinas, SP: Editora United Press, 2002. p. 117.