Transformar o corpo

Andei pensando sobre a transformação que passamos durante o trabalho de servir a Cristo. Geralmente percebemos apenas a renovação da mente de que Paulo nos fala. Sim. Mudam nossos valores, nossas atitudes, pensamentos, decisões, emoções. Porém junto com a transformação da mente, ocorre a transformação do nosso corpo.

Não falo daquela que acontecerá quando Cristo vier buscar os seus, falo da transformação do corpo agora, na vida terrena, para a Santidade. Pensei assim:

1) Pureza do corpo:  Fugir das obras da carne e purificar o corpo, treinar o olhar, os ouvidos, a língua para o que é do Espírito Santo. (II Co. 7:1)

2) Desgaste dos joelhos: Orar de joelhos em intercessão e clamor por si, pelos seus e pelos outros. (Dn. 6:10; At. 20:36)

3) Destreza das mãos: Mãos para impôr, dar autoridade, curar, ministrar, ajudar, receber. (Lc. 9:62; Mt. 9:37-38)

4) Beleza do rosto: A alegria e a mansidão do Espírito Santo em nós refletida como sinal para os que não crêem. (Pv. 15:13)

5) Desgaste dos pés: Indo de casa em casa, de família em família, orando, evangelizando, consolidando na fé cristã. (Rm. 10:15)

Com certeza, há mais partes do nosso corpo que se transformam e você há de ter revelações conforme ler a Palavra de Deus e  trabalhar para tornar o nome de Jesus Cristo reconhecido como o Filho de Deus.

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Radicalmente contente

Aqui temos alguns pensamentos sobre o que a Bíblia diz em Filipenses 4 sobre o contentamento. Para ser radicalmente contente você não tem apenas que sorrir (regozijar-se pelo que você tem), mas também tem que aprender a se contentar. Não pense simplesmente que vai se sentar em algum lugar durante um culto na igreja e um dia será eletrocutado do céu com o dom do contentamento. O contentamento é aprendido.

“Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.” (Fp. 4:11)

OK, Paulo. Você disse que aprendeu a ser contente. Como? Como você aprendeu? Qual a escola em que você foi para aprender o contentamento?

Resposta? A escola da vida – os altos e baixos da vida. Observe como Paulo afirma:

“Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade.” (Fp. 4:12).

Há 2 termos no verso 12 que nós amamos: abundância e fartura.

Se você tem muita riqueza, não se sinta como se tivesse que esconder. Use tudo para a glória de Deus. Aproveite para a glória de Deus. E lembre-se de onde a riqueza vem.

“Antes te lembrarás do Senhor teu Deus, porque ele é o que te dá força para adquirires riquezas; a fim de confirmar o seu pacto, que jurou a teus pais, como hoje se vê.” (Dt. 8:18)

Mas, se você tem fartura e abundância, fique alerta! A prosperidade causou mais danos aos crentes do que as adversidades. É preciso ter mais graça para aprender como ser próspero e não se ensoberbecer, do que para aprender a ser carente e não ser esmagado pela necessidade. Alguém disse: “Para ter um copo cheio, você deve ter uma mão firme.”

Mesmo se você tem fartura e abundância, você ainda tem que aprender o contentamento. Você tem que se lembrar que você tem mais do que você precisa para ajudar as pessoas necessitadas. Se você tem muito, você deve crescer em sua paixão para derrotar o materialismo e a ganância. Você deve crescer em sua paixão pelos necessitados, para assim aumentar o seu contentamento. Vou dar uma forma prática de fazê-lo: faça uma lista das suas grandes metas, mas satisfaça aquilo que você realmente necessita. Na verdade, agora seria um bom momento para escrever um cheque para uma organização que ajuda pessoas carentes.

Então esses são os dois termos do versículo 12 que nós amamos: fartura e abundância. E, no caminho, alguns de nós se inscreveram para seguir Jesus, porque pensaram que Ele os faria ter fartura e abundância. Essa é uma coisa engraçada. Você pode ligar a sua TV e você vai encontrar todos os tipos de pregadores que lhe dirá que se você viver uma vida fiel de seguir Jesus, então você vai ter tudo isso e muito mais. E eles vão dizer que se você não estiver com fartura e abundância, pode saber então que algo está errado com sua fé.

Mas olhe novamente o versículo 12 e pense o que está errado com esse tipo de pensamento.

Fartura e abundância são apenas metade da história. Sim, isso é parte da experiência de Paulo. Mas não é toda a experiência de Paulo. Ser humilhado, enfrentar a fome e padecer necessidade é a outra metade da história.

Pergunta: Quando você acha que Paulo aprendeu mais sobre o contentamento? Quando ele estava com fartura e abundância? Ou quando ele estava sendo humilhado, enfrentando a fome e padecendo necessidade? Em II Coríntios 11, ele descreve a sua vida desta maneira:

“Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha raça, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejuns muitas vezes, em frio e nudez. “ (2 Co. 11:25-27)

Ele estava sendo humilhado, enfrentando a fome, passando necessidade. Deus permitiu que Paulo pudesse transformar momentos difíceis em suas experiências de aprendizagem. A atitude de Paulo foi: “Senhor, que queres me ensinar nesta situação? Eu quero ser um aprendiz. “

Como  se aprende contentamento? Se aprende o contentamento a partir de uma resposta certa da provisão de Deus. Se aprende contentamento a partir de experiências de vida, de ter muito e de ter um pouco. Então, aprenda com suas experiências de vida – em especial as suas experiências dolorosas. Nós aprendemos contentamento melhor na época das vacas magras.

Às vezes, você terá mais do que você precisa. Outras vezes, você terá apenas o que você precisa.

Alguns de vocês que estão lendo este blog talvez estejam em tempos difíceis agora. Talvez você esteja sem emprego. Talvez algumas despesas inesperadas drenaram sua conta bancária. Talvez você não conseguiu prover a sua família como você esperava. Você sabe onde você está? Você está em sala de aula de Deus. Seja um aprendiz. Seja um estudante. Se você reclamar e choramingar no meio do seu problema, você vai perder a oportunidade de aprender a ser feliz.Para ser radicalmente contente, sorria e aprenda.

* Essse é o primeiro texto do blog Deus e a Menina que não é de minha autoria. Deixo aqui um agradecimento especial ao Pr. Rick Duncan, da igreja Cuyahoga Valley Church, do subúrbio sulino de Cleveland, Ohio que autorizou a tradução desse texto,  o qual foi parcialmente publicado e adaptado ao nosso contexto. A  mensagem original contém 5 partes, esse trecho é referente a terceira parte e encontra-se disponível em inglês no endereço :
http://cuyahogavalleychurch.blogspot.com/2010/01/radically-content-3.html

Prova-me e sairei como o ouro

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Mas Ele [Deus] sabe o meu caminho; se Ele me provasse, sairia eu como o ouro. (Jó 23-10)

 

O ouro é o metal mais procurado e mais cobiçado pelos homens, há muito tempo. A sua cor doura e brilhante atrai a atenção e desperta nas pessoas o desejo de possuí-lo. Por isso é muito valioso, e desde muito tempo também, tem servido como lastro financeiro para nações. (Lastro: depósito em ouro que serve de garantia ao papel-moeda)

Quanto mais é submetido ao calor do fogo, mais puro o ouro vai se tornando. Quando o calor atinge 1000ºC, o ouro se funde, daí em diante as impurezas que estiverem agregadas a ele começam a se separar. Assim, poderíamos dizer que o ouro que passa pelo fogo sai mais puro, mais limpo e mais valioso.

Penso que Jó tinha tudo isso em mente, que um homem rico como ele era conhecia bem o trabalho de um ourives quando, em meio às suas provações, disse esse versívulo (Jó 23:10). A situação de Jó era simplesmente terrível. Fora um homem afortunado. Possuíra uma família bonita e sadia. Sua casa fora feliz e tinha tudo em abundância: saúde, alimentos, amigos, festas. No entanto, sucessivas provas advieram sobre ele como um terrível fogo destruidor.

Perdeu todo o gado, as ovelhas, os filhos e até sua própria casa. E no fundo do poço de sua desdita miséria, Jó ainda conseguiu encontrar motivos para louvar a Deus e disse: “O Senhor o deu e o Senhor tomou; bendito seja o nome do Senhor.” (Jó 1:21b)

Mas a provação de Jó não parou por aí. O fogo da provação atingiu-lhe a própria carne. Sua pele encheu-se de feridas abertas, malignas, que lhe cobriam o corpo todo, desde a planta do pé até o alto da cabeça. E , aquele que outrora fora rico, poderoso e feliz junto à sua família, agora estava sozinho, sentado no chão, com um caco de telha raspava as feridas do corpo.

Para Jó, certamente, o valor das coisas materiais era insignificante diante do que havia no interior de sua alma. Havia em seu coração algo que era mais importante até mesmo que o seu próprio corpo apodrecido pelas chagas. Por isso, nenhuma doença, infortúnio, desprezo, nada poderia roubar de seu coração a fé e a esperança que ele depositava em Deus. Que inspiração! Que motivação! Podemos passar por provações, mas a nossa fé é a nossa vitória. A herança prometida aos fiéis, no final do bom combate, compensará todas as provas.

Como ouvir e praticar a Bíblia

"Quem ouve esses meus ensinamentos e não vive de acordo com eles é como um homem sem juízo que construiu sua casa na areia." (Mt. 7:26 - NTLH)

Texto-base: Mt. 7:24-27; Lc. 6:46-49

A Palavra de tem sido ensinada e difundida no Brasil e em muitos outros países, não é mesmo? Mas o que pouco se ensina é sobre o que fazer após ouvir da Palavra.

Você não é cobrado (exatamente), enquanto você não sabe que o pecado desagrada a Deus, que o pecado não pode ser rotineiro na sua vida, a sua prática rotineira deve ser adorar ao Senhor e fazer tudo para glorificá-lo e evangelizar os perdidos.

Porém, aquele que ouve a Palavra não pode continuar o mesmo.

  1. Tem que ser sal da terra, luz do mundo e servo bom e fiel. (Mt. 5:13-14; Mt. 25:14-30)
  2. É preciso também abandonar as velhas práticas (2Co. 5:17)
  3. Romper com tudo que é mundano (Mt. 6:19-21; Jo. 18:36; 1Co. 3:19)
  4. Deixar os seus, tomar sua cruz e seguir Jesus (Mt. 10:37-39;  Mt. 16:24)
  5. Fazer a vontade de Deus e não a sua (Mt. 5:20)

Eu sei que fazer tudo isso dói. Eu ouvi a Palavra, você ouviu. Após seu famoso sermão da montanha, Jesus concluiu dizendo que é preciso praticar, não basta apenas ouvir a Palavra. Pois Jesus diz que quem ouve e pratica constrói a sua casa sobre a rocha, porém quem ouve e não pratica é como o que constrói sua casa na areia.

Realmente, não foi bom para mim passar grande parte de 2010 morando numa praia espiritual, fincada totalmente na areia. O desejo agora é fazer e viver diferente, mesmo doendo (porque praticar a Bíblia dói no nosso ego), mesmo custando caro. Ouvir e praticar é o que dá sentido à existência.

O lugar da tristeza

Vou colocar aqui o trecho que me motivou a escrever:

Em sinal de tristeza, Josué rasgou a sua roupa e se jogou no chão, com o rosto em terra, na frente da arca da aliança de Deus, o Senhor. Os líderes de Israel fizeram a mesma coisa e ficaram ali com Josué até de tarde. E fizeram como ele também jogaram terra na cabeça para mostrar que estavam tristes. (…) O Senhor Deus respondeu a Josué: — Levante-se! Por que é que você  está desse jeito, com a cara no chão? (Josué 7: 6 e 10)

A passagem de Josué 7 conta sobre o pecado de Acã. Ele havia roubado despojos da conquista de Jericó contrariando a ordem dada pelo Senhor. Acã ocultou seu pecado. Josué enviou homens para conquista a cidade de Ai. Porém, eles foram derrotados pelo frágil exército de Ai. Josué se entristeceu. Ele sabia que as suas vitórias só aconteciam porque Deus guerreava por eles. (Js. 5:13-15) Ser derrotado por Ai era um tiste anúncio de que o Senhor havia se retirado das batalhas de Israel.

1- Josué se entristeceu no lugar certo: a presença de Deus

Não ter Deus guerreando pela sua causa, desanima qualquer servo de Deus. Josué se entristeceu. Os líderes do povo ficaram tristes. Sofrendo com uma terrível derrota que desencorajou seu povo, o desencorajou como líder e tirou-lhe a perspectiva, Josué se prostrou, se jogou no chão em frente à Arca da Aliança. Sabe o que a Arca representava? A presença de Deus, símbolo do seu poder e da aliança com seu povo. Esse é o lugar ideal da tristeza. É o melhor lugar para se sentir desnorteado, indignado, sem compreeender os rumos da sua vida.

Josué sabia que como líder ele não havia falhado, mas a ausência do exército celestial na batalha contra Ai o fez procurar a presença do Sehor poara expressar sua tristeza. Os líderes também se jogaram ali na frente da Arca e ficaram com Josué até o entardecer. Depois se retiraram. Mas a Bíblia diz que Josué permaneceu. Por quê Josué ficou mais tempo?

Primeiro porque ele era o profeta de Israel. Segundo porque ele queria respostas para sua tristeza e não se levantaria sem sabe como recuperar sua aliança com Deus.

2- Ele não se importou com aparências ou circunstânscias

Josué havia rasgado suas vestes. Deixou seus afazeres de lado durante todo o dia e ficou até anoitecer clamando a Deus. Não importavam aparências ou ocupações. E Deus notou o clamor de Josué e o respondeu.

3- Persistiu até ter seu clamor respondido e obedeceu

Não adianta apenas se jogar na presença do Senhor com lágrimas. O choro não pode te ensurdecer. É preciso ouvir e seguir na direção que Deus lhe apontar, se quiser obter restauração para sua vida. E Deus orientou Josué sobre o pecado oculto em Israel e lhe deu instruções, que de manhã dispusesse o povo em tribos e o Senhor indicaria aquele que pecou para que pudessem purificar o povo.

Eu penso que Josué nem dormiu naquela noite, porque quando quero uma resposta de Deus eu viro a noite em claro. A Bíblia conta que de madrugada  ele convocou Israel segundo suas tribos e resolveu o assunto. Ele voltou a ser feliz porque trilhou corretamente a direção que Deus lhe deu.

Nova Aliança Para os Chamados

A profecia da nova aliança entre Deus e seu povo tem por objetivo restaurar o povo de Israel, que havia se desviado dos caminhos do Senhor. Encontra-se anunciada pelo profeta em Jeremias 31:31-34, para se cumprir num tempo em que todos conhecerão ao Senhor.

A nova aliança se fundamenta no sacrifício mediador de Jesus Cristo, do qual nos lembramos ao celebrar a Santa Ceia. (Mateus 26:27-28; 1 Coríntio 11:25)

Foram as transgressões de Israel que romperam a aliança entre Deus e o povo e fez necessário ter em Cristo uma nova aliança “porque, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado um lugar para a segunda”. (Hebreus 8:7)

Porém, a nova aliança é muito maior. Ela traz a esperança da redenção a toda a humanidade. Primeiro, porque todos conhecerão ao Senhor – por isso o Ide é urgente! Segundo, porque a aliança do sangue de Jesus é estendida “(…) aqueles que tem sido chamados” (Hebreus 9:15b)

Se você é um daqueles que tem sido chamados, não importa o quão longe tenha se afastado da presença do Senhor, a nova aliança traz perdão.

“(…) Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.” (Jeremias 31:34b)

O Benefício da Mansidão

Pois eis que estava eu domingo passado (05/07) na comunidade de religiosos ouvindo um sermão sobre ser manso, pautado em Mateus 5:5 “Bem aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra”. Ouvi exemplos de mansidão, de Moisés, homem mais manso que andou por aqui, a Paulo e Jesus.

Eu não ainda não sou capaz de tanta mansidão. Eu não sei ficar calada quando a minha ferida dói. Eu preciso gritar quando me ferem. Eu ainda não sei ser mansa. Eu poderia negar aquilo que está recalcado dizendo que não me importo, que a minha herança está fora dessa terra. Mas dessa vez eu me importei.

Não se pode levar um ministério sem mansidão, porque a mansidão é sinal da mais profunda dependência de Deus, que somente um coração obediente tem. Ouvi que certo missionário estava de mudança para Moçambique, retornando para o campo que havia aberto lá ano passado. Ele tinha apenas a passagem. Não tinha casa ou móveis esperando por ele em Moçambique. O salário prometido seria rateado entre irmãos da congregação africana. Pensei em como isso era ser manso. Não reclamar de Deus nem duvidar da sua provisão, cegamente ir de encontro ao propósito de Deus na sua vida. Alguns disseram que esse missionário era um escolhido de Deus, ao que ele retrucou: “não sou escolhido, eu apenas tenho um chamado, um Ide que eu não posso negar e tenho que cumprir.”

Vergonha. Fiquei com um pouco. Bem pouco. Porque se eu tivesse mesmo vergonha, estaria fazendo o mesmo. Mas nem mansidão eu tenho ainda… esse benefício me está pendente…

Certas boas teimosias

Daí que a menina se embrenhou numa nova teimosia. Cismou de ler a Bíblia em tempo recorde – depois explico essa que vale a pena um post próprio. E dessa cisma, saem novas decobertas. Sabe aqueles trechos que você gasta horas lendo e meditando e no final pouco entende? A vantagem de ler uns 40 capítulos da Bíbllia por hora é simples: alguma coisa fica retida de tudo que se leu. As divagações são a posteriori. Explico…

Tava no meu sossego, lendo meu Evangelho de Mateus em duas tacadas, quando de repende meus olhos tropeçaram nesse conhecidíssimo trecho:

Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram. (Mateus 7:13-14)

Uau! Eu nunca tinha aberto tanto minha mente na compreensão de algo tão simples. Com certeza voê já deve ter gastado um bom tempo da sua vida se c0mparando a pessoas que não parecem estar tão empenhadas nem tão comprometidas com a obra do Senhor como você, porém elas alcançam aquilo que você tanto deseja alcançar e não tem. Foi exatamente nesse sentido que minha mente se expandiu quando li esse trecho.

Nós, os que nos comprometemos com o reino dos céus aqui na Terra, além de sermos poucos, estamos caminhando por uma estrada muito apertada. Pra gente não tem mesmo moleza. Foi aí que eu percebi que o negócio é viver aqui em compromisso e aguardar a recompensa lá. Be blessed!

Quatro chaves para abrir os tesouros de Deus

O que fazer quando não se sabe o que fazer? O que fazer quando não se tem o que fazer? Todos nós passamos por muitas dificuldades na caminhada cristã. Por quê as lutas vêm, se Cristo já levou sobre si o maior sofrimento que um homem poderia sofrer?  Texto-base: Juízes 6:1-40.

3 Razões para a luta na sua vida:

1 – A luta pode vir por ação de Satanás;
2 – A luta vem quando você está vivendo em pecado;
3- A luta serve para Deus exaltar sua vida e glorificar o nome Dele;

Quando Deus te manda para a prova, é como fez a Daniel: Ele mesmo fecha a boca do leão. Se Deus te colocou em prova, ele te dará a vitória e todos saberão que o leão não te devorou. Quando Deus te põe em prova, é para te capacitar para a luta. No texto de Juízes 6, vemos Deus agir na vida de Gideão. Cada um dos inimigos que subiam contra Israel tinha um motivo para odiar o povo de Deus e são formas pelas quais o inimigo ainda age no nosso meio para nos afrontar:

1 – Amalequitas: descendentes de Amaleque, filho de Esaú com uma concubina, cresceu revoltado contra a descendência de Jacó pelo que seu tio fez ao tomar a primogenitura de seu pai;
2- Midianitas:  descendem do segundo casamento de Abraão, com Quentura. Protestavam porque a bênção de Abraão estava somente sobre Isaque (o filho da promessa) e sua descendência em Jacó.
3- Povos do Oriente: eram aventureiros do deserto que moravam em tendas, vinham para matar em numerosas multidões. Se escondiam para saquear quem passasse por eles.

Esses três inimigos de Israel vinham em multidões sempre que havia novidade da terra nas plantações israelitas. É como quando nossa vida está em paz e de repente vem um ataque do inimigo. Em resposta aos ataques, Israel construiu fortificações, cujo objetivo não era detê-los, mas reduzir os estragos. Devido aos ataques, Gideão malhava trigo no lagar, onde deveriam processar as uvas para o vinho. O trigo precisava ser malhado ao ar livre, mas Gideão malhava no lagar para escondê-lo dos inimigos. Israel tinha se acostumado aos ataques do inimigo e se adaptado. Muitas vezes nós deixamos de lutar e passamos a nos acostumar com as investidas constantes do inimigo nos roubando.

No texto de Juízes 6, Gideão é visitado pelo Senhor e nos ensina como agir em tempos de luta para obter a vitória, nos dando quatro chaves para abrir os tesouros de Deus:

1- Clamar: O texto diz no vs.7 que os israelitas estavam clamando socorro do Senhor. O clamor é um pedido de socorro, é um grito que o cristão dá como quando corre grande perigo, é um chamado intenso da alma.
2- Estar atento: Quando você clamar, Deus te visitará como visitou a Gideão e vai te testar. Porém, Deus não virá da forma como você imagina, mas da forma como Ele pensar ser a melhor. Ele enviou Elias para responder o clamor da viúva e enviou um anjo para Gideão
3- Ser testado: Deus prova os seus filhos, capacitando-os para a luta. A viúva fez primeiro um bolo para o profeta, provando sua fé. Gideão foi achado valente e valoroso pelo Senhor.
4- Levantar um altar para sacrifício: Gideão fez um sacrifício. Moveu, assim, o coração de Deus. Israel estava passando fome e Gideão ofereceu um cabrito e pães. Foi um sacrífício de alto valor.

Como Deus fez a Gideão, faz ainda hoje. Ele te capacitará para vencer o seu problema. Vai te colocar no mesmo nível de força dos seus inimigos, mesmo que não pareça. Gideão venceu a multidão dos amalequitas, midianitas e a banda do Oriente com apenas 300 homens. Então, levante-se e clame!

Ouvi essa palavra dia 11/02 na conferência de milagres que o Pr. Amadeu Vieira Jr., do Ministério Europa em Chamas, realizou na minha igreja. Resolvi compartilhar!

O privilégio de ser humilhado

Ontem eu fui a uma ministração com o ministério Filhos do Homem (FDH), aqui em Goiânia, numa Igreja de Cristo. Cantaram boas músicas, alguns hinos mais antigos (sim!) e levantaram junto com a igreja voz de clamor, intercessão e oração. Depois desse momento de cânticos e orações, o Pr. Cris Batiston, líder do ministério FDH, trouxe uma palavra entitulada “O privilégio de ser humilhado”, que eu desejo compartilhar aqui porque foi muito interessante e edificante.

Durante o momento de palavra eu estava no chão em adoração, então eu não anotei nada, não gravei uma referência de versículo. Mas quando cheguei em casa eu fiz um rascunho e busquei na concordância as referências, ficou até bacaninha, já que eu não tenho uma boa memória. O resultado é esse post, uma transcrição do que eu ouvi, mas não é um estudo meu, mas do Pr. Cris.

Pr. Cris andava perguntando para Deus como era um verdadeiro adorador e quem seria um exemplo de verdadeiro adorador, uma vez que Deus havia lhe dito que as músicas e danças do seu ministério (FDH) eram muito bonitas, mas não eram adoração. Sobre ser verdadeiro adorador, você já deve saber o versículo que o Espírito Santo lhe apontou: “Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores” (João 4:23) . Porém, sobre ser um homem segundo o coração de Deus que tenha adorado em Espírito e Verdade, eu havia imaginado que o Pr. Cris teria Davi como exemplo. E sabe quem o Espírito Santo lhe revelou como exemplo a ser seguido? Jesus Cristo!

“E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres” (Marcos 14:36).  Jesus recorreu a Deus e, como Filho, demonstrou que conhecia o poder de seu Pai dizendo saber que tudo era lhe possível. É na condição de saber que Deus poderia atendê-lo, que Jesus pediu que mandasse outro em seu lugar. Mas a oração de Jesus Cristo não termina assim, crendo que o Deus do Impossível atenderia seu pedido. A oração de Jesus Cristo termina dizendo que a vontade do Pai seja feita e não a dele. Esse é o coração e o Espírito de um verdadeiro adorador. Ele busca fazer a vontade do Pai e aceita o lugar da humilhação em silêncio, porque na humilhação Deus trata o seu caráter e quebra o seu orgulho.

Quando Jesus foi tentado no deserto, Satanás fez de tudo para que Jesus saísse do centro da vontade de Deus, mas foi a firmeza do conhecimento das Escrituras e sua convicção nos propósitos do Pai que fizeram Jesus resistir às tentações.  E quando Jesus morreu na cruz, cumpriu a vontade de quem?

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