O desespero dos virgens

Ando impressionada com a quantidade de virgens com os quais tenho conversado nos últimos dias que estão desesperados por vivenciar o sexo sem necessariamente passar pelo casamento, visto que casar anda difícil, complicado e efêmero. Amigas com menos de 20 anos, com mais de 20 anos, na faixa dos 30… Alguns poucos amigos nesse conflito – porque homem jovem virgem é coisa rara de se ver. Pelos ensinamentos religiosos, os jovens virgens estão confinados a uma vida reclusa e assexuada. Privados de se tocarem a si mesmos e de tocarem uns aos outros. Separados do mundo do sexo até que casem.

Às vezes penso que era mais fácil nos tempos bíblicos. Por isso a Bíblia está recheada de recomendações a favor do sexo no casamento. Na juventude, quando os desejos sexuais se manifestam mais intensamente, os pais já providenciavam o casamento. (Aliás, até pouco tempo atrás era assim. Pense em como seus bisavós se casaram!)

O jovem não passava pelo drama da rejeição nem pela insegurança da solidão, uma vez que a meta era expandir Israel casando-se entre o povo judeu. Simples assim. Mande buscar Rebeca para Isaque. Diferente de hoje, que fica moça orando pedindo um Isaque na sua vida, mas, desculpe, você não é Rebeca, não vai ser trocada por uma dúzia de presentes e casar sem conhecer o marido. O resultado podia até ser um casamento problemático como o de Lia, uma vez que Jacó amava Raquel, ou o casamento de Ana, que era atormentada por Penina. Mas certeza que sexualmente estava todo mundo equilibrado.

Já pensei muito nesse assunto. Sabe, conheço quem se casou virgem e mesmo assim enfrentou problemas no casamento na área sexual desde o primeiro ano de casamento. Geralmente se ensina a castidade como se fosse uma apólice de seguro contra todas as avarias no casamento e isso não é absolutamente real. Sequer é bíblico.

Aqueles que provaram o amor “com sabor de fruta mordida” são reprimidos e se sentem culpados de um pecado imenso, como se Deus olhasse o tempo todo para quem está na pornografia, na fornicação, na carnalidade, no adultério e olhasse só de vez em quando para quem está na mentira, no roubo, na hipocrisia, na idolotria, na desonra. Pecado é sempre pecado e deve ser igualmente confessado. Uma vez confessado, Deus lança no mar do esquecimento. É o indivíduo que se lembra, é a sociedade que se lembra, porque os frutos de toda semente lançada aparecem.

Hoje em dia já nem opino mais. Sou leitora da Bíblia, gosto de ler diferentes versões e atualmente estou lendo a Biblia Hebraica da Editora Sêfer por recomendação de um querido rabino. Muita coisa que se ensina hoje nas igrejas não passa de religiosidade e costume. Muita coisa que se deixa de ensinar hoje nas igrejas, só se aprende lendo a Bíblia. Como diria o humorista @IrmaGraceKelly “Se a gente é o que a gente come vou comer a Bíblia pra ser mais abençoada e ungida”.

Indicações de Leitura

Para finalizar, vou indicar leituras. Essa semana eu li um artigo legal. Não basta ter santidade e só vivenciar o sexo após o casamento. É preciso que o sexo durante o casamento seja em santidade, se não for, há legalidade para divórcio. Pelo Teólogo Ed René Kivitz: Sexo é tão santo quanto casamento. Indico também um site, que não é tão bom quanto era o Sexxx Church, mas o Site Não Morda a Maçã fala especificamente sobre sexualidade aos solteiros. Leia com moderação. E não tem nada a ver com o assunto, mas com atualidades do meio business gospel, o melhor post sobre o Festival de Promessas da Globo que eu li foi o do Oziel Alves, dispensa a necessidade de eu falar algo a respeito.

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Infância: Você vê o que eu vejo?

Pai e filho usam máscaras em homenagem à banda metaleira Slipknot (Foto: Carolina Lauriano /G1)

Eu vejo a criança pegando latinhas. Eu vejo a infância dela passando ao preço de ter que se sustentar. Vejo a vontade que ele tem de ter um pai que o leve pra passear, mesmo que seja um pai que o leve ao Rock in Rio aos 9 anos de idade. Vejo a crueldade que é ser criança no nosso país. E a vejo em uma via de mão-dupla, porque aos 9 anos ir a esse tipo de evento, pode se tornar no futuro, uma crueldade.

Não é à toa que as crianças se revoltam, que cometem atos de violência impensáveis décadas atrás, como o caso do menino de 10 anos que atirou na professora e se matou essa semana. Está tudo naturalizado, a violência, o pecado, a impunidade, a injustiça. Nada mais choca. Onde vamos chegar? Por enquanto, eu estou vendo a bárbárie. E quando não houver mais quem veja como eu vejo?

P.S.: Tenho constante problema com esse post. As pessoas acham que estou me referindo à criança no show de rock. Mas não. Estou me referindo à situação social da criança que está lá atrás catando latinhas e à criança que matou a professora. Esse post não fala de satanismo como muitos pensaram. Esse post não fala mal de rockeiros. Este poste fala da pobreza, da situação de abandono familiar em que vivem muitas crianças, desamparadas até dentro de suas casas, e aponta a questão social como uma causa de revolta e violência entre crianças.

O que são os meus sonhos diante de Deus

Conheço pessoas a quem Deus entregou dons maravilhosos. Alguns têm chamado para ser missionários. Outros para ser pastores. Quando você lê ou ouve um sermão desses irmãos, você tem nitidez de que a mão de Deus operou ali e revelou aquela Palavra. Mas por quê nem sempre as pessoas seguem esses chamados?

Tenho amigas que sonham desenfreadamente em se casar, mas não conseguem sequer namorar. Outros desejam muito ter sucesso profissional, porém acabam abandonando os estudos e perdendo as melhores oportunidades de emprego.

Sonhar… Todos têm sonhos. Mas o que são os seus sonhos diante de Deus? Um amigo meu estava fazendo essa pergunta esses dias e trocamos algumas ideias. Para mim, os meus sonhos são como sementes diante de Deus, porque eu planto, rego, vejo crescer e sempre colho os frutos. Deus tem realizado um a um cada sonho meu. Alguns demoraram anos, outros se cumpriram em dias. Outros ainda não se concretizaram, mas tenho certeza de que há vir, porque Deus nunca falhou comigo.

Penso que algumas pessoas desistem no meio da caminhada. Quando apresentamos nossos sonhos diante de Deus, ali vai toda nossa expectativa, quase sempre tem um projeto de felicidade nosso conforme o sonho se torne real. Mas Deus olha, analisa, às vezes demora um tempo trabalhando em nós o que realmente nos trará alegria, então, é com carinho que Ele vai moldando nosso sonho aos sonhos dele e nos moldando para viver os sonhos dele. Afinal, do que precisamos para nosso projeto de felicidade é Jesus Cristo, as outras coisas serão acrescentadas.

Motivo de não pecar

Às vezes nada de extraordinário acontece na nossa vida. A rotina diária se estabiliza, a normalidade é atingida, os dias passam todos iguais. Sem problemas que não possam ser enfrentados. Sem desafios que necessitem ser superados. A mórbida rotina.

E se as coisas vão perdendo o sentido exatamente por não estarem em movimento? Em repouso, observamos melhor, refletimos, pensamos, questionamos. Buscando algumas respostas, eu encontrei mais perguntas. Dentre elas, o aberto e simples convite ao pecado. Por quê não? Porque não é certo.

A Bíblia diz que se resitirmos ao diabo, ele fugirá de nós. Mas por quê a gente resiste? Deus nos fortalece, quando tomamos uma decisão. A decisão de não pecar… é complicado porque somos muito carnais, temos desejo, queremos justiça por nós mesmos, buscamos vingança, tentamos a todo custo o nosso próprio benefício, tudo na esperança desmedida de um dia atingir a felicidade. E o pecado parece um momentâneo refúgio, um lugar e um tempo sem dor, sem frustração, sem medo. Por quê então não se furtar aos deliciosos momentos de satisfação que pecar nos oferece?

Sim. Pecar traz satisfação.

Acho que a gente deixa de pecar porque descobre uma fonte maior de alegria, de paz, de regozijo. Achamos a fonte da satisfação que não acaba, da água da vida que quando se bebe, nunca mais se tem sede novamente. Quem conhece a Cristo, mata sua sede de ter satisfação, antes obtida constantemente na prática do pecado. É preciso voltar a fonte, tomar da água da vida. Especialmente nos momentos em que o pecado bate a porta, e você se questiona: Por que não? E logo em seguida, pode responder: Porque já estou satisfeito.

O coração de Davi

Achei

"Achei a Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade". (At. 13:22b)

Dá para se perder em um emaranhado de possibilidades… É que invariavelmente no começo do ano e na minha data de maturidade vem um longo período de crise de identidade, projeções utópicas e configurações de possíveis realidades.

As coisas que eu gostaria nem sempre são coisas que eu realmente gostaria. É confuso. É como me sinto nessas épocas. Casamento, mestrado, concurso, família… até o certo se configura como incerto para mim.

No meio disso, sonhos. Porque eu sei que Deus me ama mais do que eu o amo, e sei que Ele fala mais comigo do que eu falo com Ele. Nossa amizade já não é tão íntima, mas Deus não se esqueceu. Tem falado comigo em sonhos, como falava com Davi. Mas nem para Davi eu estou… ele ao menos tinha um bom coração.

Deus não precisa me entender

Tem gente que quando surta toma uma bebedeira. Tem gente que briga com o mundo todo (eu faço isso). Tem aqueles que correm pras drogas. Outros choram até as lágrimas secarem (já fiz muito isso). Ah, e tem aqueles que também correm pra igreja, fazem campanha, promessas pra Deus, leem a Bíblia um milhão de vezes e oram até marcar os joelhos tamanha religiosidade travestida de fé (é, eu também já fui assim).

Não sou de me enganar, mas às vezes tenho dificuldade de encarar a realidade da vida, dos meus defeitos, dos trejeitos da minha personalidade. Eis que um turbilhão de coisas está acontecendo, é… eu já sabia desde Marx, “tudo que é sólido se desmancha no ar”. De repente já não me reconheço mais como pessoa, tamanha brutalidade nas atitudes, no falar, no pensar.

Me excedi, fiz o que eu não deveria nunca ter feito, me envergonhei de mim mesma, não me senti humana e vi o quanto eu também sou capaz de ser cruel. Sim, eu também me cobro muito, queria não me irritar tão facilmente, queria poder me aceitar melhor com minhas falhas e minhas limitações. Nem eu, nem ninguém. As pessoas não querem saber de limites. Algumas pessoas gostam de tensionar os conflitos. Às vezes eu sou assim.

Agora o resultado está sendo uma vida complicada. Problemas no trabalho me tiram a calma. Problemas nos relacionamentos me tiram a paz. Problemas na família me tiram o sossego. Problemas com Deus me tiram a salvação. Um destino bem trágico aguarda por mim e eu sequer me amedronto, tamanha passividade que já adotei. Vou levando, vou levando.

Mas concluí assim, que eu não preciso entender Deus, eu tenho somente é que crer na sua Palavra. E Deus também não precisa me entender, todo humano é muito errado, Deus nos ama apesar disso. Ele não passa uma borracha e tenta entender nossos pecados, isso Deus não entende mesmo! Deus apenas nos ensina e tenta nos convencer dia a dia dos nossos erros, e eu estou nesse processo. De fazer o listão dos meus pecados, chorar o mundo inteiro e ficar tentando pra ver se um dia eu mudo. É… hoje não foi um dia fácil, mas vou querer lembrar do dia de hoje lá na frente e ver que eu sobrevivi.

Qual é o seu lado da cama?

Estava pensando nisso outro dia. É preciso mesmo tomar uma decisão cristã, uma atitude radical na vida, independente das circunstâncias e pessoas que nos cercam. A Palavra diz que dois estarão trabalhando no campo e, naquele dia, um deles ficará. Dois estarão juntos dormindo na mesma cama e, naquele dia, um deles ficará.

Fiquei pensando, se fosse comigo, qual seria o meu lado da cama? Estaria eu dormindo do lado que acordaria no paraíso ou seria eu a que acordaria desesperada sem saber onde está o companheiro?

Servir a Deus e segui-Lo é uma questão de atitude, de decisão de vida. Não tem a ver com as coisas que você faz por aparência. Não tem a ver com as coisas que você faz para que seu companheiro se sinta bem ao seu lado. Não tem a ver com fazer sua família satisfeita. Não é algo que fazemos pelos outros, é algo que fazemos por nos sentirmos em dívida.

Servimos a Deus porque compreendemos o preço de sangue pago por nossas vidas, temos consciência que estamos em dívida, sentimos o alívio dos nossos pecados crucificados e queremos que o mundo saiba que existe essa possibilidade real de ser liberto. Eu penso assim… Pense você também em qual tem sido o seu lado da cama. Enquanto não chega aquele dia, há tempo de mudar.

Necessidade de falar de mim

Há posts que demoram muito pra sair, não é verdade? Há coisas que ficam por tanto tempo em secreto, que quando saem, desfalecem com a luz do sol. Espero que essas minhas palavras hoje ressoem por um pouco mais.

Os blogs em que eu mais me demoro são aqueles que falam de trivialidades da vida cotidiana do autor. Essa coisa de falar de si mesmo nunca me atraiu, mas de saber do que anda acontecendo com o outro… ah, isso sim costuma me interessar!

Em 2009, eu realizei sonhos que depressa morreram para mim. Alguns sequer pretendo ressuscitar. Foi um ano difícil. Aproxima-se agora mais um aniversário meu, coisas que eu não sou de celebrar, mas de reunir amigos quando houve o que festejar. Nessas épocas, permito-me ser um pouco mais reflexiva que de costume. Fico bem ensimesmada, como diria Machado de Assis.

Li na K.:

“O eu é essa ilusão do sujeito impregnada nas pessoas, as quais elas se apegam”. (Nietzsche)

Fico com medo às vezes de não passar de mera ilusão. Há coisas que eu desejo realizar neste ano, mas elas nunca serão como as coisas que eu desejei realizar por toda a minha vida e agora se perderam. Sinceramente, há coisas que não valem a pena. A gente só faz porque é o certo a se fazer, mas não vale a pena.

Como ficam os de bom coração

Ando pensando como ficam as pessoas de bom coração. Hoje já não sei, não me atreveria a afirmar. Mas eu já tive um bom coração, um coração muito bom por sinal. E não ganhei nada com isso. Aliás, ganhei sim, cicatrizes, feridas, dores. Ando com medo de cair no que não se deve cair, perder até as fagulhas que me incendiam para a bondade, mergulhar no mais racional niilismo e dar cabo até do que não se deveria dar fim.

“Meus irmãos, cuidado para que nenhum de vocês tenha um coração tão mau e descrente, que o leve a se afastar do Deus vivo.” (Hb. 3:12)

Fortalecer para um novo ano

Juntos (acreditem) o gosto de um melhora o do outro!

Essa imagem mostra exatamente meu primeiro pensamento do dia. Quando era criança, meu irmão do meio era bastante frágil e doente. Por conta dele, eu também tinha que comer e beber uma porção de coisas esquisitas, como besouros de amendoim, xarope de urucum, pepsi aquecida no fogo e, é claro, Biotônico Fontoura misturado à Emulsão Scott.

Ruim era o dia em que a gente tinha que tomar um dos dois separados. Ou o dia em que tinha que tomar Biotônico Fontoura enriquecido caseiramente com favas de sucupira… até arrepiei agora!

Meu pai dizia que essas coisas eram pra fortalecer. Fiquei pensando agora, como se faz pra se fortalecer para um novo ano? Por que novos desafios virão e, certamente, decepções mais agudas acompanharão os grandes problemas que já prevejo. Tendo sido esse ano que se finda tão complicado, tão difícil e tão sofrido, o que esperar para o próximo? E como me fortalecer para mais um ano?

É certo que aguardo em Deus com paciência as mesmas coisas de sempre: momento certo, pessoas certas, lugares certos… Que a força venha dEle! Bom ano novo para todos nós!