De como eu chorei

Guarda o meu coração, ó Deus

Guarda o meu coração, ó Deus

Eu tive uma semana muito feliz. Promessas se realizando, presentes incríveis, Deus me honrou com honra sobre honra. Mas aí chorei. Chorei, chorei, sim, chorei. Muita emoção e alegria de viver tanta coisa boa de uma só vez na minha vidinha. Especialmente porque eu sofri muito nos anos anteriores.

E também chorei porque conheci uma pessoa incrível, na hora em que não devo me aproximar e me dói só de ver ou pensar. Isso de fato está me consumindo.

E toda a minha alegria complica porque ele me ajudou nas minhas vitórias. Me sinto dividida e até mesmo errada por estar assim. E isso me faz pedir que Deus guarde o meu coração para que eu não projete sentimentos irreais que não provém do trono e não trace planos fora do propósito perfeito do Senhor…

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Música para orar

Na comunidade que eu frequento disseram que viram em mim algo pra liderar o que chamam de ministério de louvor. Claro, recusei. Mesmo assim me consideram líder do movimento. Lá cantam as canções gospel, poucas vezes se cantam hinos. Bem, já que eu posso dizer e ser ouvida lá, taxativamente disse que no templo da congregação não cantaríamos músicas que não fossem bíblicas.

Existem músicas pra pular, pra celebrar qualquer energia que você queira extravasar. Essas que falam de fazer o inferno tremer ou de pular na cabeça do diabo. Ótima para isso. Ouça na sua casa, no templo cantemos as músicas que têm base bíblica, porque no templo não há apenas cristãos maduros desenvolvendo intimidade com Deus, há também os que estão chegando agora para a luz. Esses precisam de canções que os ajudem a compreender e a esconder  a Palavra de Deus nos seus corações. Fora do templo, eu digo que se pode ouvir de tudo. A boa música para orar é aquela que comove o seu coração ao constrangimento do arrependimento e da intercessão.

Posso ouvir um rap sobre a dura realidade da vida e ser levada a orar em favor dos que sofrem com as desigualdades sociais. Posso ouvir uma música sertaneja sobre o amor entre um homem e uma mulher e ser levada a orar pelos casais que conheço em intercessão. Posso ouvir um funk que exalte o sexo fora do casamento e ser levada a interceder pela vida dos cantores, compositores, músicos e fãs. Posso ouvir uma música gospel sem fundamento bíblico e ser levada ao arrependimento por compreender o sentimento poético do compositor em relação à sua vida cristã. Posso ouvir uma recitação do Alcorão e ser comovida a orar em favor de missões.

É claro que não precisamos de música para orar, aliás muita gente hora sem música alguma e isso vem dando certo há muitos séculos. Mas às vezes me perguntam sobre isso, então digo que música para orar é qualquer uma que te ajude a conectar seu espírito ao Espírito Santo de Deus. Sem restrições ou preconceitos. Não é a música em si, é o efeito que ela causa em você, é o quão sensíveis estão seus ouvidos para ouvir o clamor que existe por trás de cada música, seja ela cristã ou não.  Se isso te contamina, se domina a sua alma, se você perde o prazer pelas músicas cristãs, se te impede de louvar a Deus genuinamente com canções que o exaltem, então isso não te convém. Mas se a música secular te passa uma mensagem de oração, então ela te faz bem e te traz a um nível de intimidade e constrangimento pelos que se perdem nas trevas, e quem sabe além de te comover, ela não pode até mesmo te mover…

O que devo dar a Jesus?

Algumas pessoas oferecem a Jesus tudo o que tem. O que você tem oferecido?

“Um fariseu convidou Jesus para jantar. Jesus foi até a casa dele e sentou-se para comer. Naquela cidade morava uma mulher de má fama. Ela soube que Jesus estava jantando na casa do fariseu. Então pegou um frasco feito de alabastro (uma pedra branca), cheio de perfume (puro nardo), ficou aos pés de Jesus, por trás. Ela chorava e as suas lágrimas molhavam os pés dele. Então ela os enxugou com os seus próprios cabelos. Ela beijava os pés de Jesus e derramava o perfume neles.”  (Lucas 7:36-38)

Às vezes você pode pensar que por ser pecador as suas ações não terão valor diante de Deus, mas aprenda com a mulher do vaso de alabastro. Ela simplesmente agiu conforme o que estava proposto em seu coração. Seguiu sua vontade de adorar a Jesus com o melhor que podia fazer, e assim o fez. Demonstrou amor e devoção, beijar os pés era um sinal de profunda reverência para o povo judeu. Demonstrou humildade e arrependimento, quebrou o vaso, derramou o perfume e chorou. A mesma passagem é retratada em Marcos 14: 3-5, onde diz que o perfume era de nardo, um óleo aromático extraído de uma planta da Índia, que se comprava por alto preço.

Quanto tempo a prostituta trabalhou para comprar esse perfume caro?
Será que a prostituta se preocupou com o que as pessoas iriam pensar?

Muitas vezes não nos aproximamos de Deus porque temos acusações do nosso passado ou até mesmo acusações das práticas do nosso presente nos condenando, como se não houvesse alternativa. Mas assim como Jesus perdoou e a mulher de má fama foi salva, todos nós podemos ser perdoados e salvos.

Muitas vezes o que nos afasta de adorar ao Senhor é a vergonha, o medo da reação das pessoas, ouvimos as opiniões dos que são nossos amigos ou dos familiares e deixamos de ousar chorando aos pés de Jesus e adorando-o.

Muitas vezes não oferecemos ao Senhor Jesus nosso óleo mais precioso, aquilo que nos custa mais. É essa a adoração que ficou registrada na Bíblia. Aquela em que houve rendição, em que o valor da ação era mais alto que o valor material do perfume ou do vaso.

Não sei como tem sido sua adoração, mas tenho me quebrado nesse sentido. Anseio por ter o desprendimento de me lançar aos pés de Jesus com tudo que sou. Mesmo recebendo olhares de críticas e advertências de reprovação, tento adorar a Jesus com liberdade de me expressar na presença do meu Rei. Ainda não consegui derramar meu nardo… Tenho muito mais a oferecer ao Senhor Jesus! E você? Conte sua experiência de adoração nos comentários!

O que eu preciso despertar?

Desperta

Levanta-te, resplandece, porque chegou a tua luz, e brilha sobre ti a glória do Eterno. (Isaías 60:1)

 
Desperte, dorminhoco! Levante-se dos mortos, e o Messias brilhará sobre você!
(Efésios 5:14)

Na presença do Eterno me encontro.
Coisas adormecidas dentro de mim, precisam despertar.
Preciso urgentemente despertar minha alma.
Faça-me despertar, Senhor.
Despertar na adoração da Tua soberania.
Despertar na canção que o Teu Santo Espírito me deu.
Despertar na missão de fazer o Teu nome conhecido entre os povos.
Desperta-me assim como despertas o que dorme.

Awakening (Despertar – tradução livre)
Hillsong Music Australia – CD: God is Able (2011)

Em nossos corações, Senhor, nessa nação, desperte
Santo Espirito, nós desejamos despertar
Para Ti e somente para Ti, desperte minha alma
Desperte minha alma e cante para o mundo que Tu amas
Seja feita a Tua vontade, que a Tua vontade seja feita em mim

Em Tua presença, em Teu poder, desperte
Nesse momento, nessa hora, desperte
Como o nascer do sol que brilha, desde as trevas surge uma luz
Eu escuto Tua voz dizer “Esse é o meu despertar”

Como o nascer do sol que brilha, sesperte minha alma
Desperte minha alma para cantar
Desde as trevas surge uma luz
Desperte minha alma, desperte minha alma para cantar
Só Você pode levantar uma vida
Desperte minha alma, desperte minha alma para cantar

Perdoado para poder perdoar

Estava escutando a música Majesty, do Delirious. Daí me deparei com essa frase “Perdoado para poder perdoar”. Sim, nós cristãos libertos temos extrema facilidade em perdoar, mesmo que nos custe alguma dor no momento, mesmo que não possamos esquecer tão cedo a mágoa causada, um cristão liberto perdoa.

Nos últimos anos passei por muitas provações. Fui ferida, traída, magoada, abandonada, roubada, esquecida. Muitos me viraram as costas na hora em que eu mais precisei. E eu não tinha feito nada de errado. Justo não foi, mas percebi que foi permissão de Deus na minha vida, então minha decisão foi perdoar a todos que me causaram da menor à maior dor.

Perdoei. Houve quem voltou a errar comigo novamente, e eu perdoei. Foi e será sempre essa a minha escolha. Já me desprendi dessa lógica terrena e caminho para encontrar a alegria plena no céu, único lugar onde é possível gozar plena felicidade. Não guardei lembrança de sofrimento, mas hoje achei importante falar sobre a necessidade que temos de perdoar uns aos outros em amor como somos perdoados por Deus.

Perdão é uma decisão. Damos porque recebemos. Deus não tira um tempo para pensar se pode perdoar nossas ofensas. Devemos seguir esse modelo. O perdão é na minha vida uma atitude constante, mesmo muitas vezes sendo insuportável a dor de saber que aquilo que causou o sofrimento vai se repetir. E tudo se resume nisso, hoje conseguimos perdoar porque fomos perdoados de tudo que fizemos pelo Sangue do Cordeiro.

Está chegando a minha vitória

Minha vitória tem sabor de mel

Minha vitória tem sabor de mel

Sabe aquele momento em que você já consegue ver sua vitória chegando, mas os problemas começam a se multiplicar, a prova começa a apertar e parece que é só para ver se você vai desistir? Pois então, eu me decidi posicionar mesmo em meio a essas lutas que logo agora ficaram maiores. É quando as lutas ficam mais difíceis que eu tenho a certeza de que a minha vitória está chegando. Eu não vou desistir. Deus vai cumprir tudo o que me tem prometido, pois eu sou realmente uma escolhida. Não é hora de desistir, agora é o momento de celebrar minha vitória. Minha vitória tem sabor de mel!

 

Um caminho num lugar distante

Um caminho assim num lugar distante

Pareceu-me essa semana que entrei por um caminho mais ou menos assim. Distante da minha realidade, que me fez ver o mundo de uma maneira diferente e a vida como momento. Nesse caminho a percorrer a paisagem é bela, tudo parece atrativo, mesmo assim se anda por ele precavendo-se dos possíveis perigos que podem advir. É… não é fácil trilhar o estreito. Me ajuda, Paizinho?

Louvor como arma de guerra

Muitas vezes a Bíblia conta de como os levitas iam a frente do povo louvando, adorando e carregando a arca da aliança na frente das batalhas. Se tem um segredo que todo adorador conhece é que o louvor é uma poderosa arma de guerra.

Orar em todo tempo, pois a Bíblia nos ensina a orar sem cessar. Jejuar durante a guerra, pois Jesus disse que só assim se vencem certos demônios. Louvar para se fortalecer. O louvor durante um período de guerra é o anúncio da vitória, é a celebração pela queda do inimigo.

Louvar durante uma guerra é um ato de extrema fé e crença no Deus Todo-Poderoso. É acreditar que Deus está no controle e já batalha em seu favor. É acreditar que a vitória é certa e no tempo certo virá das mãos do Senhor para a sua vida.

Agora me pergunte se é fácil? Oh God! Tenho passado por umas lutas que são simples de se resolver ao olhos do Eterno, mas complicadíssimas aos meus.

Há dias em que consigo louvar e me fortaleço. Mas há dias em que o ânimo nem chega para a oração. Nem sei se por graça ou misericórdia ainda atinjo a vitória, porque guerrear não tem sido meu forte. Mas agora vai ser. E com louvor, porque não apenas profetisa, mas também adoradora.

Eu vou vencer

Paizinho,

Sei que às vezes minhas palavras saem como choro
Não era bem assim que eu queria que fossem
Mas é assim que eu estou conseguindo orar nesse momento
Minha alma soluça de angústia

Até mesmo os meus se levantam contra mim
De todas as partes setas de insegurança procuram me atingir
Todo o tempo tentam destruir meu sonho
Tramam contra a Tua identidade em mim
Porque se eu duvidar e desistir, negarei a Ti

Ajuda-me Paizinho
Mantenha sua mão sobre mim
Obrigada pela proteção e o cuidado
Obrigada pela força durante essas provações
Obrigada porque tua provisão é comigo
Eu creio em ti, Paizinho,
Eu vou vencer!

Porque Ele não desistiu de mim

Gratidão...

Gratidão...

Incontáveis foram as vezes que eu errei. Incontáveis são as que eu ainda pretendo errar. Infiel, má, perversa, incoerente, inerte, preguiçosa, cruel. Nada de bom há em minha natureza que mereça ser poupado em troca de que Cristo viva em mim. Ao longo de minha curta vida, muitos foram os tropeços. Muitas foram as quedas. E tantas vezes eu desisti de Deus. Desisti de acreditar que Ele me ouvia ou que em mínimo se interessava pela minha vida. Estava tudo tão difícil há tantos anos, que servir não era prazer ou propósito. Servir era servidão escravagista. Me sentia impelida, obrigada, incumbida a fazer qualquer que fosse a coisa “em nome de Deus”. Mas um Deus que eu não conhecia sequer de ouvir. Por mais que eu lhe desferisse palavras, não conhecia o caminho para me achegar a Ele e cultivar um princípio mais íntimo de relação Criador-criatura. Pobre me sentia. Pobre era, pobre estava.

Infiel, má, perversa. E, em extremo, cheguei a ser incrédula. Tamanha a pobreza do meu conhecimento desse Ser Supremo que me era tão desconhecido, descri. Descri não porque não queria mais crer, mas por total ignorância de sua real existência. Eu estava com 19. Já havia lido o manual (Bíblia), fazia todos os rituais que as comunidades de religiosos me ensinaram (evangelismo, oferta, dízimo, jejum, oração, ministério…). Eu era sim uma perfeita religiosa que seguia algo que eu não sabia, mas preferia achar que se tratava de Deus. Todas as minha ações eram voltadas para agradar a esse Ser Supremo que me ensinaram sobre Ele. Mas eu não o conhecia. E não me sentia correspondida em nada por tantas libações ofertadas, então descri. Fui atéia. Deus não existia mais para mim.

E no descrer, Ele não desistiu de mim. Então, achei também que poderia desistir dos meus sonhos e viver a vida em perpétua nulidade. E na nulidade, Ele não desistiu de mim. Também me acomodei e passei a ir aos cultos celebrados nas comunidades de religiosos para dentro do meu coração zombar da ilusão daquele povo, como poderiam ser tão cegos pelo ópio que lhes afagava a incompletude? E na zombaria, Ele não desistiu de mim.

Quando descri, muitos vieram até mim. Enviados de diferentes formas, chegaram por caminhos distintos. De que adiantou, se eu não os ouvi? Tomada por um esclarecimento racionalista, eu estava além disso. Estava claramente além de crer por fé numa existência sobrenatural superior a mim e a todo o Universo. Então, Ele não desistiu de mim. De desferir palavras, passei a desferir agressões. Gritei, me irei. Duvidei que Ele ouviria. Ele ouviu e não desistiu de mim.

E foi porque Ele não desistiu de mim, que ainda estou aqui. Ele me derrubou ao chão, lembro como se fosse hoje. Enquanto eu gritava contra Ele o que eu queria, caí ao chão, imóvel, muda, frágil. Ele falou comigo o que quis. E eu quis esbravejar. Queria continuar minha lista diária de ofensas contra Ele, mas não pude. Todas as vezes que no meu coração eu pensava em palavras para agredi-lo, minha mente era tomada por palavras que o louvavam e o exaltavam e da minha boca essas palavras saíam em uma língua desconhecida. Isso durou horas. Quando pude me levantar, tomei o rumo da minha vida. Na rotina, encontrei com pessoas da minha faculdade, às quais eu quis falar, mas tudo me saía somente nessa língua desconhecida. Pronto. Estava feito. Ele não desistiu de mim e me separou para si.

Foi assim que a história da menina mudou. Tive que entrar em acordo com Deus se quisesse ser novamente dona de minha boca e suas palavras. Tive que admitir que Ele existia.  Somente quando as palavras de exaltação e adoração saíram verdadeiramente da minha boca, recitando o Salmo 139, foi que essa pegada de jeito que Ele me deu acabou. Impactou a minha vida. E não desistiu de mim. Ele se lembrou dos sonhos que eu havia desistido e, um por um, começou a cumpri-los e a realizá-los para mim, porque eu passei a me agradar dele. Como nunca antes, eu finalmente conheci aquele que nunca desistiu de mim. Cinco anos de vivência, cinco anos de profunda intimidade, cinco anos de nova vida. Obrigada Paizinho!