Necessidade de falar de mim

Há posts que demoram muito pra sair, não é verdade? Há coisas que ficam por tanto tempo em secreto, que quando saem, desfalecem com a luz do sol. Espero que essas minhas palavras hoje ressoem por um pouco mais.

Os blogs em que eu mais me demoro são aqueles que falam de trivialidades da vida cotidiana do autor. Essa coisa de falar de si mesmo nunca me atraiu, mas de saber do que anda acontecendo com o outro… ah, isso sim costuma me interessar!

Em 2009, eu realizei sonhos que depressa morreram para mim. Alguns sequer pretendo ressuscitar. Foi um ano difícil. Aproxima-se agora mais um aniversário meu, coisas que eu não sou de celebrar, mas de reunir amigos quando houve o que festejar. Nessas épocas, permito-me ser um pouco mais reflexiva que de costume. Fico bem ensimesmada, como diria Machado de Assis.

Li na K.:

“O eu é essa ilusão do sujeito impregnada nas pessoas, as quais elas se apegam”. (Nietzsche)

Fico com medo às vezes de não passar de mera ilusão. Há coisas que eu desejo realizar neste ano, mas elas nunca serão como as coisas que eu desejei realizar por toda a minha vida e agora se perderam. Sinceramente, há coisas que não valem a pena. A gente só faz porque é o certo a se fazer, mas não vale a pena.

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